30 maio 2009

Que horas... acolá

jogo-me abruptamente a reflexão.
leio alguns livros, observo.
imundo, mentalmente falando,
procuro dormir.

a realeza de um sonho me faz despertar.

procuro dormir. durmo e acordo:
são tiques e taques soando em um relógio.
e ele está dentro de minha cabeça.

não tenho onde dormir.

minha mente não é mais vazia,
minha calma não existe mais.

maldito dia, não sei qual,
inventei de escrever e poetizar.

(agora não me tenho mais a mente calma,
e quando não suporto mais tamanha rebeldia dentro da própria,
um lápis e papel me faz rever um pouco da história.)

Janela

quebra-me o que sente,
o vento descontente,
sopra a reclamar.

o olhar de quem mente,
de quem pede em voz alta,
uma pessoa para amar.

olhe pra nós, estou aqui,
em uma espera só, eterna.

(mas ajo frio, já que teu interesse são outros.)

29 maio 2009

Dopado

Deitado.
Estirado.

Numa brisa que passa pela janela do quarto,
Meus dedos enrugados pelo frio, movem-se.
Em olhos grudados do teto e um braço estirado,
Saindo da cama, alcançando o chão do espaço.

A coberta entre canelas até o peito,
Cobrem o corpo até o maximo que pode,
E apenas respeito.

O teto de textura branca com um pequeno molde,
Uma imagem de cores postiças largadas aleatoriamente,
São letras em metamorfose constantemente,
O que não me fazia entender.

Eram letras juntas e separadas,
Formando versos com suas palavas,
Que eu não conseguia entender.

Nunca mais tomarei um alucinógeno.
Odeio quando o amor me deixa assim.
Vou parar com esse vício prometo,
Não irei mais amar.

28 maio 2009

Calculismo

Na caótica mente intermitentemente,
Águas correm e escoem sob as frestas do cérebro,
Sem tempo.

No entanto,
O aumento do meu pranto nesta terra,
Fez me de mim uma fera
Do mundo que nos encontramos.

Contido,
Guardando toda a agonia,
Condensando...
Fechado, empacotado,

O mais choroso grito de alegria,
Por uma tristeza que não acaba nunca,
Interrompe sua vida,
Mas inspira suas ideologias.

O acreditar na crença,
De que a fé é uma bença,
E todo este resto é resto,
E sem remorso do que encontro a frente,
Desencontro-me.

Barrado ao verso,
Mas a poesia livre de zelar,
Do amor a vida, de poder voar
Em momentos diversos
Que seria poetizar.

Brota a paciência.
Brota a consciência controlada,
A emoção deixada de lado,
A frieza surgindo próxima
Encontrando sua área vasta,
Seu antigo rumo, sua antiga terra
Que muito tempo já foi desvendada.

Na caótica mente,
A frieza exala seu oxigênio,
O amor mais maduro e solto,
Preso nas garras deste sentimento,
Deste contentamento e apreciamento do perfeito.

A frieza absoluta.

17 maio 2009

Eu sou tolo

Tolo que sou em ser tolo e o ato tolo de ser me deixa tolo em saber como eu sou tolo.

15 maio 2009

No despertar...

Não me tenho.
Me detenho e acordo.
Premeditada, visão, exacerbado carisma.
Desvisualização do ideal que é visualizado ou idealizado.
Por desventura, em uma aventura irreal me faz ver,
De todos os lados percebo e em dádiva além da dúvida,
Me encontro.
Se por direito, desejo ser, serei.
Se por amor, mudarei meu ser, mudarei.
Em testemunha, ao topo, uma fé incontrolável,
E que, vale citar, inconcebivável, indispensável
E principalmente peculiar, estou aqui.
Acorrentado nas sombras de uma caverna,
Que tão bela realeza parece ser,
Mas sua fétida e escura aparência ressurge,
E o medo de saí-la de encontrar a luz,
Um ponto de felicidade ideal,
Aparece.
Aparece tu, querida,
Que com sorrisos conquistados,
Me faz escolher os dois lados,
O melhor para você e não para mim.
Desconsiderando os seus anseios,
Não sei o que quero e enfim
Contundido com uma cicatriz ilusória,
Mas existente,
Me permito escolher,
Entre ser ou não ser
E viver o presente.
Das poucas vezes no mundo corriqueiro,
Neste exato momento, me sinto calmo,
Com você, querida, que me atordoa,
Me sinto calmo, com tudo e nada,
E sem a ansiosidade de terminar nada,
Além desta escrita.
E por mais desapontante que seja,
Direi minhas características:

Eu sou.

30 abril 2009

A formação do novo organismo em novo mundo

Visualizando momentos contínuos,
De uma breve leitura de suspiros,
Comprimidos na cápsula de um atalho,
Destruídos,
Reconstruídos,
Saindo dos frangalhos,

Destemidos sentidos,
Aos ouvidos de uma nova era,
Encontrada na cratera,
De uma planeta desconhecido,
Desconhecido, só se for,
Para ouvir o que foi ouvido desse odor.

Por dentro de sensações,
Vivendo de emoções,
O vazio pode ser preenchido,
E recolhido a cama do fim do zumbido,
Que seu ouvido permite ter,
Até nos melhores momentos de viver,
O que atrapalha você,
De ser você.

Só acreditando que é um planeta desconhecido,
Para saber que agora,
No segundo passado,
Que é o futuro apresentado,
Estamos em sintonia por um linho mágico.

Que mago fez esta magia?
Eu gostaria de agradecer,
A tal maravilha.

18 abril 2009

Sem título.

Consternado de agonia, ele não consegue sobreviver. Morre.
A sua morte leva ao céu, ou sei lá, algum lugar que ele nunca viu. Talvez fosse o purgatório. De qualquer forma, pouco importava, ele estava morto. Não teria mais que se preocupar com muitas coisas que de fato, ele não se preocupava com nada. Parecia uma piada estar ali, depois de ter vivido uma vida tão chúla e triste, não havia alegria em todo aquele reboliço social. Todo aquele esterco informativo alienizante o deixava com náuseas e parece quase um alívio estar ali. De fato, iria para o seu lugar. Este ser, morreu, apenas por agonia.

Nada disto de fato nos interessa, apenas não nos interessa se interessar por ele. Maltratem, brinquem com ele, não viveu nada que mereceu viver na vida. Seus sentimentos estão soltos em vala, juntem seus amigos e brinquem com ele. Brinquem com seus senimentos, estralhacem sua confiança de algo possa dar certo. Desfaçam seus sonhos. Ele avisará que não está gostando, mas não dêem importância, pois, que importância ele têm? Apenas... o desvalorize, como sempre fez.

15 abril 2009

Sonhaprixin (BULA)

Em falhas tentativas, sua alma perde um pedaço, mais doloroso do que qualquer dor, demora mais de cicatrizar do que qualquer ferida. Este pedaço corre por todos os lugares do mundo, sem saber para onde ir, até se perder no nada.
Um acerto, expande sua alma ao universo.

Este é o efeito de cada sonho realizado.

Já valeu a pena

As coisas tem que dar certo. Elas merecem dar certo, tão belas elas são, as coisas. Os momentos, a vida, essa infinitude de elementos da felicidade. Elas precisam acontecer e realizar os sonhos da vida das pessoas, os meus sonhos. Constituir mundos totalmente idealizados e cor-de-rosas que consigam viver em conjunto com o meu mundo azul-marinho. Todos os elementos deveriam existir em harmonia.
As pessoas precisam acreditar demais e sofrer demais para conseguir alcançar o que desejam. Ou é uma prova de fé, ou por tanta insistência. Os dois nos encantam, sempre tentar e descontituir-se, desmanchar-se, virar pedacinhos e tornar novamente você mesmo todo diferente. Se tornar você por ela. Se tornar você por ele.
Cada vez mais precisamos nos mostrar mais fortes em nossas palavras, que cada vez mais menos valem hoje. Cada vez mais atropelo mundos, de todas as cores do arco íris. Todas as cores do mundo são passadas pelos meus pés, até encontrar o pote de ouro, cheio de sorrisos e perfumes seus.
Depois de toda essa batalha, trajetória, você não sabe nem ao menos explicar como isso tudo aconteceu. Você não sabe explicar como tudo se desenvolveu e parece mágico e majestoso, da maneira como ele está, sem você entender nada. Não sabe se é o destino, ou a coincidência, e qualquer um dos dois você agradece, pela estatística cair em você, você sendo feliz na parte dos felizes da estatística, e agradece pelo destino que lhe concederam, ela estar ali, cheio de sorrisos e perfumes seus.
A cada tentativa falha, desprende você do seu sonho, como uma queda de uma escalada, na qual você terá que fazer tudo de novo. A cada tentativa falha, é pedaço de sua alma fugindo do mundo, correndo para algum lugar, gritando loucamente, por não ter aquilo que queria.
E então, cheio de sorrisos e perfumes seus, ela te contorna, dá voltas ao redor de você, olhando-o com carinho. Brinca com seus sentimentos visivelmente dizendo que te odeia e logo volta atrás, com mais sorrisos. Um braço é extendido e agora, ela vai tocando nos seus braços, costas e barriga, dando as mesmas voltas sobre voce, com seus sorrisos e perfumes seus.
Uma hora ela pára bem atrás, até porque deseja fazer o suspense do abraço que ela dará em seguida. Encosta a própria cabeça em suas costas e encaixa os braços dela por debaixo dos seus onde espalma suas mãos em seu toráx. Um abraço, você percebe o sorriso dela em suas costas, além dos perfumes seus.
Já valeu a pena.

14 abril 2009

Estória

Naquela idéia, subversiva a minha.
Em esperanças contidas de pontos, furos.
Deslizes em compartimentos fundos.
A confusão de um mundo, sem sentidos...
Obscuro.

"Em breve, uma brecha se abre,
Uma cratera surge na terra!
As pessoas se viabilizaram,
Locomovem-se, procuram achar,
O que não será descoberto.

Apenas vêem crateras,
As brechas, e rachaduras,
Como se inferno abrisse portas
Convidando todos para um jantar.

Olhares assustados,
Choro de meninos,
O abrir de um olhos no fundo,
Da cratera, o cega em um segundo.

Um mundo obscuro.
Será que sairá daí um mostro que irá destruir um mundo?
Ou imenso amor que lhe trará satisfação...
Indescritível...?"

11 abril 2009

Hoje, me expresso com o mesmo poema do 26 de Março

(Há apenas uma mudança)

Detenho-me.
Percorro a mim o mundo.
Caminho sobre mim, o meu universo.
Perco a cabeça.
Tão belo, tão belo.
Intrépido, procuro a liberdade de mim mesmo.
Preso a mim, saio de mim,
Vejo-me de cima,
Não reconheço o rosto claro.
Claro de palidez.
Ao ver o que não desejava, me dá esperanças de voltar.
Ao voltar ser o que desejava me dá esperanças de me realizar.
O ciclo Schopenhauer me aparece.
Ou aceito ou detenho-me.
E agora?

06 abril 2009

Em uma linguagem simples

É tão bom poder simplificar tudo e se tornar objetivo as vezes. Percebo que na vida, as pessoas dão força aos próprios riscos. Isso significa que o que parece ser comum, se torna algo extraordinário e perigoso. O ideal seria te esquecer. E pensar exatamente da maneira que eu falei, e não tornar tão extraordinário. Mas é meu jeito, sabe, e imagino que as pessoas precisam viver de algo extraordinário, que façam essas criaturas se moverem, se mobilizarem nessa dura vida. Bem, voltando, fico pensando, se você ainda pensa, e se eu deveria parar de pensar, não sei, apenas deixo fluir. As vezes vem, outras voltam, e procuro te respeitar. Eu não estou falando de você, mas de meu coração. Respeitar você dentro dele.
Seria maldoso não respeitá-la dentro de mim e rejeitá-la deste local. Deixarei você aproveitá-lo até não querer mais. Pode ficar o tempo que quiser a vontade.
Me tornei mais leve. Apenas aceito as coisas como ela são e levo como elas devem ser feitas. Fui derrotado por mim mesmo e não quero mais modificar o sentido que as coisas estão rolando. Não vou mais contra, indentifico, aceito-as, mas não as modifico. Desisto de lutar de maneira tão brusca. Quem sabe expresso esse incomodo de outra maneira.
Em uma linguagem simples, poderia apenas simplificá-las em duas palavras, três, só que não posso, pois este texto, é uma maneira de expressar e talvez procure escrever assim mais vezes. Nada de reflexões, nem resoluções, dúvidas, desilusões, apenas a linguagem simples.
Levo-me com você dentro de mim.

26 março 2009

Detenho-me.
Percorro a mim o mundo.
Caminho sobre mim, o meu universo.
Perco a cabeça.
Tão belo, tão belo.
Intrépido, procuro a liberdade de mim mesmo.
Preso a mim, saio de mim,
Vejo-me de cima,
Não reconheço o rosto claro.
Claro de palidez.
Ao ver o que não desejava, me dá esperanças de voltar.
Ao voltar ser o que desejava me dá esperanças de me realizar.
O ciclo Schopenhauer me aparece.
Ou aceito ou detenho-me.
Detenho-me.

18 março 2009

Entreaberta

A luz vindo da porta segue pelo chão, até minha cama, atingindo a cortina.
O cobertor até meus ombros e meus braços sobrepostos.
Um olhar ao teto, branco com baixa luminosidade,
Pela porta encostada.
Uma perna dobrada, outra esticada, uma troca entre elas,
Uma perna esticada, outra dobrada.
O horário do relógio eletrônico não me convence.
Continuo olhando ao teto, branco, com baixa luminosidade,
Pela porta encostada.

A luz, da vida, passa embaixo de você, por cima de você e atinge o próprio objeto que você tenta cobrir a luz.
A sua casca de proteção sobre a vida, vem até o coração,
Mas sua cabeça continua louca e fervendo, podendo se locomover.
Evitar olhar pra luz, olhando para o nada,
Encontra a claridade dela.
Qualquer que seja sua posição,
Por mais que evite tal luz em sua vida,
Ela continuará.
Nada lhe convence você de que tudo está tarde.
Ainda tem muito o que fazer.
Mas continuo, olhando para o teto,
Evitando a luz em minha vida,
Pela fresta da porta.

13 março 2009

Inquieto

O descrédito, que impune, assume, sem pedir direito, em mim.
Tranquilo, inerte, aceito sem rebeldias.
A inquietude do quarto, por segundos se transforma.
Os caminhos por qual eu vi e vivi, não existe mais.
Some.
Um vermelho e verde, não sei bem que cor era.
Tudo escurece com uma luz, não entendi muito o que vi.
A chama se acende com a água que aparece não sei de onde.
Tudo desaparece para que eles não sumam de minha vista.
Escondido de nada, me acharam por optarem não procurar.
Descrédito, que me deu bônus para ter crença no que não quero.

11 março 2009

Não cabe

Não cabe. Ninguém aguentaria
Tal sofimento vazio.
Só os que morreram, entenderiam.
Não há tamanho.
Nem medida, nem descrição.
Não se mede a sentimento,
Não se compara a uma decepção.
Uma agonia fora de um ser humano.
Sem amor, sem glória.
Nem conquista, nem vitória.
Nenhum outro suportaria.
Não cabe,
Nem se dividisse a todos os seres felizes.

10 março 2009

The Blower's Daughter

and so it is
just like you said it would be
life goes easy on me
most of the time
and so it is
the shorter story
no love no glory
no hero in her skies
i can't take my eyes off of you
and so it is
just like you said it should be
we'll both forget the breeze
most of the time
and so it is
the colder water
the blower's daughter
the pupil in denial
i can't take my eyes off of you
did I say that I loathe you?
did I say that I want to
leave it all behind?
i can't take my mind off of you
my mind
'til I find somebody new
E a vida continua.
Ou seja, pessoas te fodem,
Pessoas te traem, pessoas te machucam.
Quais vidas não serão assim, não é vida.
É monotonia.
O mundo divergido,
Aquele mundo sem glórias,
Não vitórias, só há derrotas,
Não se conquista, nem se ganha.
Não há felicidade, há ilusão.
Não caridade, nem generosidade,
Há interesses.
Pois a vida é um fluxo de interesses.
Tudo é um fluxo de interesses.
Até a natureza tem os seus interesses.
Você irá contra a natureza?
Será punido, como ela pune todos.
É... eu estou sendo punido.

09 março 2009

Não tenho tempo para o mundo.
Indiscreto, tento consertar o pouco que me resta.
Não quebre o pouco que já construí.
Se não quer, não bata em minha porta,
Não estou a qualquer hora, nem nas horas que não é você.
E se for, não me diga que é você.
Quero consertar o que me resta,
Me deixe, por favor.
Só apareça se for me ajudar a construir, juntos.
Fora isso,
Me deixe em paz,

Eu suplico.

08 março 2009

Estático

Não me volta a plenitude de ser.
Ser algo significativamente aquilo que vejo.
Tudo tão árido, ralo, diante da verdade.
Tudo tão sério, sereno, em mim mesmo, desconfio,
De tanta certeza de saber algo que não gostaria que fosse assim.
Velejo, de acordo com os ventos do coração.
Velejo, a espera de que algum vento me leve.
Sem me importar com o trajeto, aceito.
Aceito, pelo fato de que quero sair daqui,
Eu quero sair daqui, eu quero.
Mas eu gosto da paisagem, de tudo envolta do barco.
Não me volta a plenitude de ser.
Estou inerte.

06 março 2009

Frangalhos

Estou aqui,
Como farelos de pão,
Como frangalhos de roupa,
Como penas soltas de uma galinha,
Como a madeira decomposta pelo cupim.
Como a casca da tinta caindo da parede.

Estou aqui,
Suspenso no ar,
Em cima de um lindo jardim,
No qual não posso tocar.

Eu estou aqui,
Como folhas caindo no outono,
Como folhetos caídos na calçada,
Como cabelos caindo de uma careca,
Como peixes morrendo em um lago.

Estou aqui,
Debaixo da terra,
Sufocado pelo ar da atmosfera,
Do qual não quero respirar.

Eu estou aqui,
Como pedaços de um corpo,
Como unhas caídas de um dedo,
Como olhos saltados de um morto.

Eu estou aqui,
Como formigas em um jardim,
Como uma torcida em um estádio,
Mais um indíviduo,
Entre muitos outros,
Com o mesmo estado.

Eu estou aqui,
No meio do nada,
Sem saber onde ir,
Sem saber onde voltar,
Nem voltas, só pra variar,
Pra não ficar parado,
Onde exatamente estou,
E infelizmente...

Não quero sair do lugar.

21 fevereiro 2009

Os oito versos do treinamento mental

"Como aspiro às realizações mais elevadas,
Muito mais preciosas que uma jóia realizadora de desejos,
Momento a momento devo cuidar
De todos os outros seres sencientes.

Sempre que eu estiver com os outros,
Devo sentir que eu e os meus desejos não são importantes
E, das profundezas do meu coração,
Devo cuidar dos outros em primeiro lugar.

Atento a todas as minhas ações do corpo, da fala e da mente,
Em todos os momentos em que uma ilusão se manifestar,
Levando a mim e aos outros a agir inadequadamente,
Devo enfrentá-la e impedir que ele cresça.

Sempre que eu encontrar pessoas
Cheias de maldade e de emoções obscuras,
Devo considerá-las como muito especiais,
Como se tivesse encontrado um tesouro precioso.

Quando outras pessoas
Me causarem dificuldades devido à inveja,
Devo tomar para mim a derrota
E lhes oferecer a vitória.

Mesmo que alguém de quem eu tenha cuidado de forma especial
E em quem eu tenha depositado confiança
Se volte contra mim,
Devo enxergá-lo como meu mestre supremo.

Concluindo, eu devo oferecer, direta e indiretamente,
Cada benefício e felicidade a todos os seres, minhas mães,
E tomar para mim, secretamente,
Todas as suas dores e sofrimentos.

Livre dos distúrbios dos oito sentimentos desequilibrados
E enxergando todas as coisas como ilusões,
Que eu possa ser libertado da prisão dos pensamentos negativos."

Geshe Langri Tangpa Dorje Senge

Por isso sou tão bobo.
Fui criado por budistas e budistas acreditam nisso.

20 fevereiro 2009

Nosso querido bicho

Não construo.
Você realmente não constróri,
Você cria
Cria dentro de si uma cria,
Um animal.

Com olhos prfundos e bonitos,
Sempre te recordam a não traição.
Lealdade máxima,
Alimenta seu coração.

A qualquer coisa que você veja,
Esse pequeno ser,
Grita dentro de você,
Te deixa feliz, te faz sorrir,

Te faz pensar,
De que ir ali, ou ir aqui,
Irá conseguir o que você sempre quis.

Esse animalzinho,
Tão pequeno e fofo,
Libera energias pelo seu corpo,
Fazendo você voar nas melhores sensações.

Ele fica dentro de você,
As vezes dorme, a espera de um sinal,
Que talvez nem seja um sinal,
Para despertar e gritar,
Bem, bem, bem lá no fundo.

Esse animalzinho,
Tão bonitinho, pequeniniho,
E todos os diminutivos de elogios.

É a maldita esperança.

19 fevereiro 2009

Não quero escrever nada com sentido.
Apenas sentir...
A cada, eu quero...
Eu queria, pensaria ou desejo ter,
Meu mundo o seu mundo, o mais belo.
É tudo que eu deveria querer.

Queria, ou quis, nunca tive.
Nada que pensei em ter, se formou
Para mim.

Tudo que desejei, ou conquistei,
Não tinha o verdadeiro valor.
Valor, dor, sofrer, sentir o amor que vem lhe ver,
Que lhe bate a porta.
Toc, toc,

Toca a compainha,
Ouve por de trás da porta,
O que tenho a dizer.

Não vi, não quis,
Não pedi,
Nem... em um momento qualquer...
Só quis...

Eu só quero...
Eu não desejo,
Não busco, nem altero,
Não desmancho o que não é meu,
Tudo aqui, bem firme,
O meu lado e o seu.

Eu quero,
Apenas, eu queria,
Que eu sentisse por um dia
O que senti apenas uma vez,
Uma vez, algumas vezes?

Eu não sei, eu não sei.
Não sei dizer quantas vezes usufruí
Do mais lindo momento que vivi.

Porque... insatisfeito?

16 fevereiro 2009

Parte da Terra

Ssshh.. Shhhh... Sh.
Faça silêncio, ouça o vento,
Que está assobiando na janela
Feche os olhos, respire fundo, coluna reta,
Medite o som que vem da terra
Pois ela faz parte de você

Não se esqueça de lembrar
Que os seus erros fazem parte de viver
E fazem parte de amar
As tentativas falhas que fará
Não deixarão que você afunde
Aprofunde-se em você mesmo

Ninguém estará certo,
Ninguém será o correto,
E eu irei provar.

A lealdade não iria existir
Se não existisse algo que te faça desistir
Do que se tem,
Que faz provar o que você é,
Se não existir algo que lhe tire fé?

De acreditar, de poder.
Ele achar que seu amor
É o melhor que pode ter.

Não desistir, não averiguar,
Testar para ver se é o melhor
Porque o melhor que se pode tirar
De um amor
É acreditar que ele merece esse valor.

E todas, simplesmente todas as diferenças irão sumir.

Então ouça,
Ouça o som da terra
Que ele dirá
O que você tem que saber
Pois você faz parte da terra
E a terra faz parte de você.

A terra faz parte de você.
E eu estou aqui,
Sentado e ouvindo
Esperando o que ela tem a me dizer.

Me justificar.

15 fevereiro 2009

14 fevereiro 2009

este homem

em que momentos eu vou dizer
as coisas que você deseja ouvir
não sei quantas vezes eu pedi
para você voltar pra mim.

e o mundo de idéias que te ofereci,
momentos que talvez nunca vivi,
me deu a vontade de viver,
todos esses momentos com você
pois tudo que eu queria, eu consegui,
que era você estar aqui

por mais que eu procure acreditar,
de que tudo dá certo se amar,
não posso omitir,
o fato de até hoje não conseguir realizar um sucesso
dessa minha idéia de amar para algo dar certo.

em momentos tristes que passei,
todos eles eu chorei,
achando que nunca mais ia ter,
o que eu queria pra mim.
e eu não tive.

passei a acreditar que no meu destino,
eu não fui o escolhido
de ser protagonista do meu próprio filme.
e tudo sempre dá errado,
para que talvez eu aprenda,
de que amar não é o que lado
certo de se conseguir
as coisas que você sempre quis.

pois então eu não irei amar,
já que eu quero conquistar,
alguma coisa para mim.

me escondo em minha cabeça
achando que toda a razão é a certeza
e a verdade é a clareza
do que vemos.

quem sabe nesses momentos que nós tivemos
um deles você se lembre,
e saiba o quão valor existe,

neste homem aqui.

13 fevereiro 2009

eu não sei o que sou

eu não sei o que sou.
eu não sei o que sou, a mim
a você.

pois eu passo como vento,
e ficarei como vento em seu coração.
apenas sou discreto,
em palavras, em acreditar no certo,
porque quando eu acredito,
eu julgo em lutar.

então eu ofereço tudo,
para receber pouco.
desvalorizo tudo que eu tenho de valor,
por um simples amor,
por um pouco de paz.

ofereço tudo o que tenho,
para receber um pequeno copo d'água,
para matar a sede de minha calma,
minha calma, torturante,
de aceitar tudo,
por apenas um pouco de paz.

eu não sei o que sou.
uma coisa eu tenho certeza.
mas eu sei que sou para você uma coisa:




nada.

12 fevereiro 2009

Eu... e tu

Escarra o teu beijo!
Apredeja o teu amigo!
E aquela coisa toda nojenta

Vê se não toca em mim
Tão ajudando e tá achando ruim?

É tudo verme mesmo,
ignora e fica aí sozinho.

quem sabe descobre o seu íntimo verso.
Pederasta.

Um belo começo para um início

Descobri que sou negativista. Que grandiosa descoberta! Parece tão surreal quanto a descoberta do fogo, acredito que ninguém nunca percebeu esse meu lado pessimista. A diferença foi a maneira como eu o vi. Como eu o imagino.
Tão solidário em pensar de que, certas vezes, o mundo é injusto. Idiota. O mundo sempre será injusto. Injusto porque as coisas não devem ser justas, porque aí todo mundo ia receber tudo que quisesse e ia virar uma lambança miserável! As vezes você não consegue o você deseja. Nem sempre.
Nem sempre, porque o mundo não é feito de certezas. Infelizmente você vai ganhar uma coisa inútil e o que você mais quer vai continuar lá em um pedestal invisível intocável para vermes como nós. Mas nossos desejos não são iguais! Então dependendo do que eu desejo, o pedestal poderá existir, ou não. Errado.


Acontece, mas tenho que dizer: você nunca conseguirá o que quer, como quer. Nunca MESMO! Você pode conseguir, mas não da maneira que você quer. Você terá que modificar, lutar e fortalecer a idéia. Acreditar de que vai conseguir não ajuda se você continuar tentando apenas de uma maneira, como um idiota, criando o mesmo erro e dizendo que o mundo é injusto. Injusto é o caralho! Se adeque a situação.


Bem, continuando... traga levemente a sua cabeça de que conseguir é conquista. A conquista não será feita, caso você faça a mesma porra pra tentar alcançar o objetivo. Tudo isso pra dizer que sou pessimista.
Estou incomodado, me sinto na merda, acho que está tudo errado nessa porra de contexto chamado vida, mas tem que ser assim mesmo. Porque senão eu não mudo, vou continuar essa geléia mole sem alteração, tomando tiro pra tudo quanto é lado.

Descobri, resumidamente o PORQUE que eu sou pessimista. Eu tenho que estar na merda mesmo nessa porra, porque eu aí aprendo e tento revidar. Continuo na merda, entro em luto e faço cagada, mas despois volto com o intuito de modificar toda essa bosta que construí para alcançar um objetivo.

E tem quer ser assim:
Claro, limpo e objetivo. Não deu certo, troca estratégia. Mas que você consegue, você consegue sim. É só encontrar o caminho certo de chegar lá no pedestal.

Ps.: De maneira ética, por favor, ninguém aqui é vândalo.

08 fevereiro 2009

Agonia

Auuuu!
Aaai!
AAauuuu aaaaaaa!
Aiiieeeee!

Puta que pariuuu!
Puta meeerdaaa!
Auuuuu aiiii!
AAAAAAAiiiiiiiii!

Porra, queaaauuuu!
Aaaaaqueeeeeeaaaaa!
AAAAAA.

vou esperar para ver.

06 fevereiro 2009

Chama nos papéis

E no fim de uma chama,
queimada por papéis listrados,
com letras, frases, palavras,
sentimentos queimados na fogueira.

ao brilho, encantador e peculiar,
do fogo ao queimar,
tais papeis que eram tão amados...
foi me seduzindo de maneira maior,
e tais papéis não tinha mais tanta utilidade,
além de alimentar tal brilho descomunal,
da chama na lareira.

o pensar em sentir,
em falar com a boca,
de ouvir e entrar na cabeça,
uma palavra solitária,
saindo de dentro a ninguém escutar,
tais belas palavras,
tão feias aos outros, mas todos a sabem amar.

o medo.
o medo de lutar,
de tentar as cegas ou as vistas,
a situação que na sua frente está
destrutiva, cortante e relutante
de uma hora pra outra em qualquer instante,
acabar.

uma bóia no mar de um pensamento,
quantas coisas podem salvar ao mesmo tempo?
só uma pessoa que esteja lá?

o que devo salvar?
o que devo salvar?

uma rebeldia surge pela injusta escolha,
de só salvar uma coisa naquele lugar,
e com desdém questiono porque não posso salvar,
mais de um pensamento naquele grande mar.

mais um pensamento, só mais um.
não estou sentindo o mento.
e ninguém sente o mentor,
o mentor que te criou nesse mundo,
te tornando uma pessoa assim,
assim?

você está achando, o que você é,
bom?
ou ruim?

uma chama me cala disto tudo,
eu não preciso pensar em nada,
eu apenas fico mudo,
não há nenhuma resposta,
para aquele fogo saindo do muro,
da lareira, para o céu,
escuro cheio de estrelas.

apenas, escuto o estalar do fogo,
queimando na lareira,
os papéis que deixei na madeira,
antes de provocar uma chama.

alguém tem uma lapiseira?
tenho que recomeçar.
a chama apagou, o fogo sumiu,
os papéis estão pretos e nada se pode ler.

vamos escrever.

Sente e Mento

"Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?"

Reiniciando com um poema de Fernando Pessoa: Tabacaria.

Nada para dizer, pensar, raciocinar. Apenas escrever, fluindo, sem planejamento, sentimento, descontentamente e contentamento. O que vier a cabeça. Qualquer coisa que eu escreva, não irá descrever o que sinto, por isso, eu me dou ao pequeno luxo de escrever. Não tenho feito nada, nem dito nada. Não tenho brincado, dado boas risadas. Parece uma rima e até é. Não foi intencional.

Vazio. Um sentir... que não sente. Não condiz, não diz, não tem lógica, nem seguimento. Não há fluxo, fluidez, vontade, desvantagens, animação, magnetização ou fingimento. Não estou enganando, nem precisando acordar pra vida. Apenas, aqui, escrevo.

Escrevo porque escrever é algo que tenho a mais absoluta certeza de que não largo. Engraçado, falando nisso, lembrei: eu queimei todas as minhas anotações. Queimei porque naquele momento apocalíptico eu decidi parar de escrever poesias, textos que falavam sobre mim. Pois, eu percebi naquela hora, que não me ajudava em nada. Agora quero voltar a escrever. E continuo sabendo que não ajuda. E o mais engraçado de tudo, o motivo inicial de ter entrado neste assunto, é de que não me arrependo. Parece que eu queimei algo velho, antigo - parece que estou recomeçando tudo -, que não servia mais para a consciência que estou criando nesse momento. Para a maturidade de alguma idéia que provavelmente virá a surgir com o tempo.

O tempo. Lembrei novamente de algo que relaciona com o tempo. As respostas, suas conquistas, as batalhas. Todo mundo batalha por algo. Cada acredita naquilo que é de mais valor e vai atrás. Dinheiro, carro, família, amigos. Mas você só recebe o que você quer com paciência, com o tempo. Tem que ter uma recompensa, tem que ter um apoio. Ninguém cria auto estima e força de vontade comendo pêra na praia. Eu acredito - e batalho - em algo e só tenho isso a dizer:

Estou te esperando.

03 fevereiro 2009

É, mas uma vez nos perdemos com medos apenas de perder. De errar, de não acertar na decisão. Cada vez mais as pessoas sofrem antes da consequência. Falam que tem que seguir em frente e decidir, e que errando ou não tem que seguir em frente e toda aquela conversinha que na hora pesa em sua sã consciência. O medo de constituir uma decisão e executá-la as vezes dói mais do que a própria decisão em si. O medo de se articular de acabar mudando idéia aterroriza. Aterroriza até o maneira como você pode ser esculachado pelo fato de "voltar atrás". Você apenas continua decidindo, decidindo e cada vez mais decidindo e isso é o que apenas importa. Chega de medo de errar, porque errar não é erro, deixar de decidir sim. Deixar de fazer por medo é um erro.
ONDE FOI QUE VOCÊ VIU QUE FAZER UMA TENTATIVA É UM ERRO? Não perca tempo deixando de tentar. De pular sem paraquedas, correr nu na rua, acreditar de que... pode existir.

Complete os três pontos e vá fazer o que quer fazer, porra! Não sofra antes de sofrer.

27 janeiro 2009

Bip Bip Bip

Em contemplação própria.
Adquirindo imaginação fria, visão fora do ambiente.
Entendo situação como se não estivesse na situação.
Visualizando a solução e observando detalhes.
Percebendo defeitos.
Trabalhando qualidades.

Aguarde.
Aguarde..
Aguarde...

04 janeiro 2009

Não tenho sono.
"Estou sempre procurando um motivo para as coisas. As vezes penso se devemos aceitar como elas são. E se elas não são nada? Ou se as coisas só existem para serem questionadas? Nunca irei entender. Nunca iremos entender. Não sabemos como concluir qualquer história de nossa vida. Nós achamos que o coraçãosempre escolhe a pessoa errada. Não sabemos lidar com os sentimentos e não conseguimos viver consequentemente em equilibrio. Não conseguimos ter certeza das coisas e por mais que nos desesperamos, não importa o que pensamos e o que vemos, você não terá certeza de sua escolha. Mas eu agora sei porque isso.
Eu sei, eu sei e isso eu acredito. Quando escolhemos algo, temos que mostrar a crença, a fé e não os fatos. Não devemos procurar saber se está dando resultado, temos que acreditar no resultado e ele acontece. Não devemos procurar querer um resultado logo, ou ficar na ansiosidade de que isso dê certo, em fatos. Talvez ele não dê certo, mas ele dará um resultado positivo, até inesperado, pois, você ACREDITOU nisso e colocou FÉ, criou EXPECTATIVAS e é isso que IMPORTA em QUALQUER situação. No TRABALHO, nas RELAÇÕES AMOROSAS, até num simples CHUTE de uma resposta, você deve ACREDITAR NELA PARA QUE SE TORNE ALGO POSITIVO. E é o que poucas pessoas fazem, pois apenas querem SUAS RESPOSTAS em apenas FATOS e IMEDIATAMENTE, achando que não terão que LUTAR por elas ou SE ESFORÇAR para que ocorra. Querem de mão beijada e isso nunca vai acontecer. "

p.32 Monólogo

03 janeiro 2009

Namoral. Olhe, você, namoral. Não me deixe louco. Não tente me enlouquecer com suas goteiras batendo em minha cabeça, como um castigo do exército chinês. Porque na China, a sua tortura era uma das mais temidas. Amarravam o prisioneiro na cadeira e deixavam cair a cada intervalo de tempo uma gota em sua cabeça. Alguns ficavam loucos com o barulho repetitivo da goteira, outros, tinham o crânio vermelho e com o tempo, começava a furar, pelo impacto da gota batendo a todo tempo no coro cabeludo, fazendo com que começasse a tirar aquela lasquinha. Estão colocando isso em mim.
Na verdade, você está colocando isso em mim. Olha aqui, namoral, rapaz... Não faça isso. Estou tentando veêmente mostrar força. E quando eu desabar, o que acontecerá? Quando aquela gota que a cada intervalo de tempo pinga, furar - totalmente - a minha... o meu coração?

Interessante em achar que talvez todo esse trabalho dê certo. Em acreditar, e acreditei, e pensei, e tentei, e lutei, batalhei. Ridículo em pensar de que a crença no "bom" dê certo. Triste em imaginar que os sonhos sempre se realizam. Injusto em apenas querer pouco e por isso não ter nada, e quando você quer muito, você recebe pouco.

Não sei, não sei o que dizer, não sei o que escrever, não sei o que fazer. Estou aqui, amarrado nessa cadeira desesperado com as gotas que a cada intervalo de tempo batem em minha cabeça.

Até quando irei aguentar?

02 janeiro 2009

Mais uma nova geração surgindo nessa imposição que a sociedade cria nas pessoas. É, eu sou um saco. Falando coisas ridículas e mirabolantes enquanto todos criam pequenas faíscas positivas em tanta desgraça humana. Pois farei isso agora. Uma reviravolta no que vou escrever pois pedi perdão. Pedi perdão, na verdade ajoelhei-me para poder receber aquilo que todo ser vivo deseja. Humilhei-me em troca deste desejo e estou aqui cumprindo as promessas de acordo com o trato.

Mais uma nova geração surgindo nessa impo... surgindo para todos. Chances de pessoas reviverem e reestruturarem suas vidas, pedidos, desejos. Um ano para continuarmos o que ganhamos e tirarmos o que perdemos. Só querendo vantagens e apenas coisas boas, sem malefícios aos outros e paciência aos casos irritantes.
No momento da virada, na hora de tentar desejar alguma coisa para mim, eu não consegui. De forma alguma saiu alguma palavra na minha boca, ou pensamento e fiquei muito tempo esperando sair algo que eu quisesse para 2009. E não saiu. Fiquei por volta de meia hora sem pedir nada. Não significa que eu esteja completo, mas é que percebi que o que eu queria, não tinha palavras. Eu queria algo do interior, profundo, do coração, eu sabia que eu queria algo, mas não sabia como pedir, em letras da gramática do português. Talvez se eu pedisse em inglês, saísse a descrição do meu desejo. Aprendi com um amigo de que as coisas que mais desejamos, não sabemos descrever, as coisas que mais gostamos nos outros, não sabemos descrever e assim fiz meu pedido.
Pedi, pedi, pedi, pedi, muitas vezes a mesma coisa que nem eu sei direito o que é, mas que vinha do meu coração e desejei-o.
E naquela meia hora, fiquei em silêncio. E o mundo ficou em silêncio, não ouvia direito as músicas da banda, nem encontrava os meus parentes e amigos que há poucos instantes estavam ali. Tudo estava em silêncio para que eu me concentrasse em minha oração (ou minha concentração para a oração fez o mundo se silenciar). Ali, então, que a segundos atrás estava pensando relutantemente no que estava pedindo, estava agora apertando o copo de champagne com força, esperando que aquilo, seja lá o que for, aconteça. Bom ou ruim, foi o que desejei do fundo do meu coração e estou aqui, esperando ansiosamente para saber o que meu coração queria.

Feliz Ano Novo.

Caderno - 1/1/09 (b)

30 dezembro 2008

Sinto que alguma coisa está faltando para o projeto sair perfeito.

26 dezembro 2008

bêbado, bêbado, bÊbado, bêbado.
travado,
trazendo, em si,
algumas coisas,
em ti, lembraças delicadas,

o doce,
o uísque nas mãos,
as pernas estiradas na poltrona,

ela em cima.
olhar ao lado, menos nela
ela se levanta e sai,
mas tanto quer! tanto deseja!

o charme, ela pega nele, dá um abraço
e fala no ouvido,
mas sai.

o charme, o doce,
o uísque, o abraço.

cada toque do ambiente,
cada detalhe, olhar, reflete o fogo,
distorcido.

por que ninguém aceita ele... por inteiro?

25 dezembro 2008

"Hello there, the angel from my nightmare."

É tão misto e certo. É simples de entender e difícil de explicar. É apenas uma frase em outra língua. Legal. E as pessoas procuram dentro de uma pequena frase, as vezes tentar explicar tudo que querem ou desejam. Em muitas formas as pessoas procuram expressar o que não é visto, o que não é tocado. Palavras, falas, músicas, imagens. Qualquer coisa expressa sempre alguma coisa. O fato de tentar comunicar aquele olhar. O fato de tentar comunicar aquela angústia. As pessoas desesperadamente sentem e amam, e mesmo não gostando do que sentem, existe aquele sabor que não querem perder e ninguém comenta até hoje. Viver sem este sabor é viver sem sentir esta agonia ou este sentir. Mesmo chorando, gritando, sorrindo, florindo, sentindo, matando, montando, criando, fomando, perdendo, saudade. Ninguém quer perder esse sabor. E a cada momento cada pessoa tenta se livrar dessa maneira, expelindo pelas palavras, falas, músicas, imagens. A cada momento que tenta tirar este fardo que corrói seu coração, sua mente, o tempo - que acaba passando mais devagar -, criando raiva, amor ou dor. E o gritar, chutar as coisas, jogar este computador pela janela, os copos na mesa, rasgar as roupas, a camiseta vestida em mim, arrancar os cabelos da cabeça, de alguma forma de expressão corporal, também mostramos o que sentimos. Fechar o punho com força, fechar a arcada dentária com força, os olhos, bater o pé, deitar e olhar para o teto, ficar sem movimentos, parado, sentindo o tempo contando a cada segundo - cinquenta e um... cinquenta e dois... cinquenta e três... cinquenta e quatro... cinquenta e cinco... cinquenta e seis... cinquenta e sete... cinquenta e oito... cinquenta e nove... sessenta, um minuto - de maneira torturando e te corroendo. De muitas formas as pessoas tentam expelir alguma coisa, como eu tentei agora, nessa frase.

"Hello there, the angel from my nightmare
[...]
And in the night we'll wish this never ends
We'll wish this never ends

[...]
Where are you and I'm sorry
I cannot sleep I cannot dream tonight"

Mark Hoppus & Tom Delonge
Ah!
Aah!
Aaahh!
Aaaaaaaahhhhhhhhh!
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH!

Aah!
Aaaahhh!
AAAAAAAAAAAHHHHHHHH!
Aaahhhh...

AAAAAAAAAH!
AHHHHHHHHH!
AAAAAH!
AAAAAAAAAAH!

Eu não me aguento!
Grande poesia.

22 dezembro 2008

Profano.

21 dezembro 2008

Não me aproximo. Não me recordo, algumas vezes tento me afastar, correr para longe. Vou sentindo as pisadas mais pesadas, o ritmo ficando mais seco, parece que carrego 100kg em minhas costas. Não consigo chegar a lugar nenhum. Corro, me aproximo, as duas coisas não dão certo.

Apenas fico parado.

No meio da floresta vazia, sombria. Seus galhos dançando ao sabor da brisa gelada e criando pequenos barulhos e chacoalhos das folhas caindo ao chão. No meio do nada, do bosque, sentado, ali, me contendo de agonia e medo.

De agonia e medo.
De agonia e medo.
De agonia e medo.
De agonia e medo.

E só.

Vou preparar um café para ver se a dor de cabeça passa.

20 dezembro 2008

Tô acordado. Tô acordado.

Porra! Não venha, não. Olha, tô acordado, porra, esquece de mim.



Sempre foi assim. Será. Se constrói bem devagar e você não pode retornar isto. Você se perde de maneira sutil, não percebe como isso acontece e quando acontece não sabe porque isto aconteceu. Você não consegue se livrar de seus problemas, seu coração não escuta mais aos seus comandos. E aí, cara, se fodeu.

A ladeira íngreme do coração até sua mente não é tão simples de se fundir. É necessário muito esforço nas pernas dos pensamentos. É difícil... é difícil. Tem que pensar muito, se questionando: vale a pena? Vale a pena? VALE A PENA, CARO AMIGO?

Se vale, se fodeu mais uma vez então, haha! Porque não vai ser fácil. Se fosse ruim tava aí, na merda, facinho, facinho pra você pegar e conseguir. Porque o que não serve você acha fácil.

Não deixa, não deixa se esvair. Não vou me rebaixar, mas peço por favor. Não entre fora, caia dentro mesmo, aceite os defeitos porque nada vai sair tão perfeito. Olha se consegue ir mudando devagarinho, porque aí o negócio é mais agoniante, mas menos impactante.

Porque o impacto dói. E a agonia... ela agonia mesmo, né, porra.

Agonia pra cacete. Tem gente que não guenta ficar com essa agonia e aí vem procurar aquele (ou aquela) amiguinho benfeitor para ajudar a superar. As vezes supera. As vezes não. Então o que acontece é que amigo que não serviu - é verdade! -, pois quando você não consegue é porque você tem fraqueza. E pra ser forte alguém dá um empurrãozinho. Se aquele (ou aquela) não conseguiu, veja o que o outro diz e vai pingando de amigo em amigo até conseguir fazer o que você não consegue sozinho. Seguir em frente.

Mas fazer o que, tô acordado aí, tô esperando o sono chegar.
E chegará?

19 dezembro 2008

Desconstruam as casas,
Desfaçam os asfaltos,
Retirem o encanamento e a iluminação.
E descontruam as cidades.

Desfaçam as montanhas,
Sequem os lagos, os rios, os mares.
Guardem as flores,
Retirem as árvores
Guardem todas no depósito.

Apaguem o Sol,
Apaguem as estrelas
Tirem a Lua da noite.
Não quero ver mais aquele coelho.
A noite não deve ter mais brilho.

Fecham os sentimentos, os amores,
As paixões, as dores,
Perdoem os desonestos e os honestos.
Recoloquem todos os humanos, na caixinha.

Rearrumem tudo.
Desfaçam tudo.
Tirem a terra até ficar a casca.

Porque nada mais faz sentido.
Fielmente desisto. Mais uma vez nessa putrefação social, sentimental e tudo que consideraria bom para uma felicidade pessoal, não existe mais. Nada mais surge nesse mundinho podre pela falta de compaixão existentes entre seus companheiros de raça e cada vez mais a competitividade entre eles continua surgindo e aumentando cada vez mais.
Desisto. Desisto em acreditar que talvez, quem sabe, as pessoas sejam realmente pessoas, ao invés de puro orgulho, corrompidas pela infidelidade e ainda tem a ilusão de achar que isso faz parte da vida. Perdem-se completamente nos seus pensamentos decadentes, sem nenhum senso de noção do certo e o errado.
Desacordados com a vida, iludidos com as sensações que o mundo a concedem, tentam se esquecer desse peso nas suas mentes corrompidas.

Não posso fazer nada. Quando um quer nenhum vai.

17 dezembro 2008

Que lástima. Na vida as pessoas são dramáticas em suas vidinhas miseráveis e sempre imaginam ou emendam histórias nas suas próprias vidas para que sejam mais divertidas. E ainda tem a falta de vergonha de contar esses "novos" fatos para os companheiros. Tudo com um sentido chúlo de se transparecer uma imagem do que querem passar sobre eles mesmos. Iludem-se na vantagem de um caráter idealizado por mais uma fonte não confiável de informações: a sociedade. E baseiando-se nelas, acham que tendo essas características peculiares que não existem neles, mas criam em situações - assim caracterizando-os -, podem se identificar com o grupo ou impressioná-los com suas tão consideradas vantagens.

O que mais me impressiona nisso tudo vem da falta de amabilidade em nós mesmos. E viajamos em nossa maionese de pensamentos com tantas situações melosas relacionadas aos nossos parceiros que quando consideramos colocarmos em prática, acreditemos em nós mesmos de que isso não se deve acontecer. Ou de que não é aceitável. Nós temos medos de nossas vontades e nossos desejos. E novamente nós procuramos para aquela fonte totalmente não confiável: a sociedade. E nela começamos - novamente - a se basear nas vontades e desejos adequadas a nossa cultura local e social.

O péssimo das coisas, é que estamos se sentindo corroídos por dentro e sentimos esta terrível sensação, mas não voltamos atrás. Pior em pensar de que sabemos o que significa e não conseguimos voltar atrás, seria mais torturador do que a situação que estamos agora. E é daí que vem aqueles que procuram fugir da realidade, usando dos mais diferentes tipos de drogas. E eles as utilizam pelo peso que a sociedade impõe, ou melhor, corrigindo, do que nós deixemos que a sociedade imponha sobre a gente, já que não encontramos nem uma pessoa que aceite nossos desejos e vontades considerados - geralmente - vergonhosos. E com essas drogas eles realmente fogem da realidade. Encontram-se no mundo fictício e não tem vergonha de suas sensações e assim, aquele sentimento de prisão é rompido por algumas horas e você fala as besteiras e sente a vontade que quiser. Se sente leve, porque nada te prende, nem a vergonha, as pessoas rindo ou não de sua larica ou de sua viagem tridimensional de que a droga lhe proporciona. O fato é você atinge a coragem de falar o que sente.

No entanto, contudo, é de grande interesse meu continuar a insistir do quão ridículo conseguimos ser, construindo fatos apenas para podermos criar imagens definidas por nós, para o nosso caráter.
Impressionante como conseguimos dormir.



E nós conseguimos realmente dormir?

05 dezembro 2008

não há como voltar atrás.
em tempos de tempos, sua cicatriz cicatrizada,
marcada e seu peito, pelo golpe no coração,
o destino realizou seu objetivo.

e vence mais uma vez,
uma vitória encontrada já pela minha mente,
e que procurava esperar... até acreditar,
mais uma vez, de que 'dar certo' existia.

busquei em meus primordiais objetivos,
qual o real objetivo de realizar um desejo.
não sei, não sei,
não vou encontrar nenhum desejo,
se eu for pensar como um objetivo,
e nada será como eu quero,
se um dia eu querer realizar.

não há,
não vêem a desordem estrondosa,
o mundo descontrolado,
todos acham que tudo deve ser como estar,
e o estar é sofrer e nunca se realizar.

querem porque querem aceitar,
descontroladamente o que
criaram imaginariamente sobre
o que é viver.

querem destruir os pensamentos férteis
profundos e unicamente saudavéis
e os unicos que restam nessa vida.
não, corrompem-se com chúlas palavras daqueles que se declaram sábios.

insônia em meus olhos,
por não fecharem de ódio do quejá sei o que pode acontecer.

e me iludo.
me iludo em imaginar que alguma vez na vida eu tive a realidade de uma ilusão.

e me fecho.
me fecho mesmo sabendo que todas as vezes que me abrir,
receberei um presente
e uma facada.

de nada você ganha, se pegar algo em troca.
qualquer motivo, motiva você a querer realizar
e nenhum motivo faz vocÊ continuar
por mais firme que seja,
quando a facada forma aquela cicatriz,
que quando cicatriza no peito pela esfoliação do coração,

nada faz você continuar.

27 novembro 2008

introdução.
introduzido na ação,
uma libertação de idéias,

correção ortográfica,
pulverização de pensamentos,
carbonização de vontades.

desejos sem mais verdades,
as verdades matam os desejos e destroem as suas vontades.
os picos mais altos do pensar
são os mais baixos do sentir

os mais velhos sábios gostam de escutar,
o que confirmam sempre para si mesmos,
de que não confiam mais em ti.

quer aprender sobre o outro?
ele dirá sobre o que ele é,
porque o espaço por ele aberto,
é dizer que no entreaberto das coisas,
e nos problemas nas feiras mentais,
consegue ser isso e aquilo,
fulaninho e tal.

desperdicei!
mas uma chance de ser
o que supostamente deveria,
deveria para mim,
ou para voce,
não há mais vantagens em dizer ou não dizer.

introdução do fim,
então, da história inacabada,
da característica de alguém
que quer seu espaço diferente dos outros.

introduzido na ação,
na induzidas idéias a serem transpassadas.

uma hora acerto.
não venha me encontrar....
não venha não...
não tente me entender,
não tente não...
não tente me amar,
você não vai me amar...
não pense em se aproximar...
não pense não...

a vida vou levando,
em âmbitos agudos de um sonho amargo emergido a luz refletida de um sol na água de um rio nascente.

isso condiz com a natureza, mas não tem nada bonito.

não tente não me evitar...
não dá pra evitar...
as coisas não são assim,
como elas a gente tem que achar,

você não se liberta
da prisão da liberdade
de escolher as suas decisões
mas serem induzidas a uma só vontade.

não esqueça que,
além de tudo, em mim,
ou fora de tudo, aqui,
na terra,
nos olhos,

nós queríamos uma realização.

das poucas que temos poucas consideramos vitória,
das que mais procuramos no final das contas,
nem dá pra cantar conquista,
ou vitória, sei lá

no final da história,
nunca vai dar o que gostariamos de que fosse acontecer.

e continuo a cantarolar,
não pense mesmo não...
não tente...
não fique aí parado...
nem se movimente...
não venha me encontrar...
não venha me...
encontrar...


21 novembro 2008

Sem Ego

em tempos vastos,
os orgulhos das feridas dos homens,
são mais sentidos antes de existir.

nós temos medo antes de ver o monstro.
a sombra nos amedronta
e o que realmente a forma,
não interessa.

nosso orgulho impede.
nós temos medo de enfrentar.

nós temos medos do amor,
porque quanto mais profundo você conhece sua beleza,
um dia você conhecerá o mais profundo do seu sofrimento.

ninguém quer sofrer,
o mais óbvio,
nem os hérois querem sofrer
e por isso,
guarda o orgulho das feridas,

o ego absoluto.

16 novembro 2008

Com Ego

desconquiste.
ramifique,
fortifique.

vá em direção oposta,
não se exceda.

não cobre,
durma bem,
sempre adie algo que pode ser feito hoje.

não decida.
decida só na descida,
em cima do ponto,
aquele, o do ônibus.

não existe abstinência de algo que existe a vontade.
você pode até pagar para isso.

não aponte o dedo para o corte.
mostre ele cicatrizado e vá embora.

mostre ele cicatrizado e vá embora,
mostre ele cicatrizado e vá embora...

15 novembro 2008

e mais uma vez o ciclo dá voltas.
fique esperto velho homem,
fique esperto velha mente maléfica.

08 novembro 2008

Os seres humanos procuram muitas formas de satisfazer. De fugir do sofrimento, da dor, é impresionante. O mais impressoinante ainda é as mais diversas formas de como eles procuram fugir. Cada meio absurdo, apenas elo simples fato de não querer enfrentar a vida.

Os seres humanos não conseguem enfrentar a vida.

Se iludem e têm medo da realidade. Tem medo de enfrentar a verdade já que o mundo que eles criaram em sua cabeça não é o que realmente acontece. E daí, nos perdemos em um facismo ridículo para algo. Criamos maneiras de evitá-las, tudo para sentir essa dor, este sofrimento.

Se não há sofrimento, em que mundo você está?

Para não existir sofrimento, ou não existem pessoas ou elas não interagem, não há vida.

Pois a vida é ter prazer e sofrer.
Lembrar e esquecer.
Fazer silêncio e gritar.
Sentir e não sentir.
Ser chato e legal, grosso e educado, rude e carinhoso, alegre e triste, sorridente e chorão.

Viver é estar passando por todas as etapas da vida.

É transformar, ficar imutável, correr atrás de sonhos e erros, se arrepender e ficar decidido.

Se você tenta evitar isso tudo, você tenta evitar de viver e o sofrer faz parte do viver, tanto quanto o ter prazer. Não devemos evitar isso, já que, se só vivessemos de alegria, seria muito chato.

O mundo está aí para conquistarmos e sentirmos tudo que deveríamos sentir.
Tudo, mesmo.

03 novembro 2008

Caminhando por aí, percebi: agora eu sei porque os homens dão o mundo em troca de uma mulher. Porque o mundo é algo material, sólido, está ali para eles, quando eles quiserem. Podem andar sobre qualquer terra em qualquer lugar, basta querer. Mas o coração da mulher não. Não é uma bola sólida e fixa. É como um simples sabonete: queremos tê-la em nossas mãos a todo custo, mas se apertamos demais, escapole, e se abrirmos muito, escorrega. E o pior de tudo. Com o tempo, se dissolve e o sabonete não estará mais lá. Só podemos mesmo orar para que quando ele se dissolva, seu perfume esteja em nossas mãos para sempre.

28 outubro 2008

A melhor maneira de aproveitar a vida, é perdendo ela primeiro.

PORQUE AÍ A GENTE DÁ VALOR, NÉ, PORRA! :)
Descobertas, Descobertas.
Nada pelas aparências,
Tudo estava em uma coberta,
Em um véu cheio de transparências,

Não há novidades,
Apenas fui desiludido
Pela verdadeira realidade.
Uma ilusão criada por si,
Uma vontade de se esconder da verdade.

Voltemos a verdadeiras sensações o homem!
Me encontro no esgoto, então,
Que sensações sem desgosto, tripudiações,
Nada me salva disso, Além
De que nem nem quero sair daqui.

Continuemos, continuemos.
Não vivo,
Não sobrevivo.
Não estou aqui para grandes feitos,
Nem presenciar os seus efeitos.
Não estou para ser amado,
Talvez para fazer com que as pessoas se sintam importantes,
Pois só eu que consigo amar.
E essas pessoas façam grandes feitos,
Enquanto em armagura irei ficar.
Não recebei troca.

Não tenho que receber troca.
Lixo orgânico,
Não sou apenas lixo,
Sou também reciclável,
Para fazer com que outros façam grandes feitos,
E o húmus cubra meu coração de merda novamente.

Formigas e insetos,
Saboreiam de meus pequenos feitos.
Mas fogem,
Talvez não sejam tão bons assim.
O sabor, não lhe encontro,
Eu não lhe encontro.

Quem sou eu,
A definir os meus míseros feitos!
Infame dormirei sendo saboreado pelos insetos!
Dormirei e não há como saber,

Pois ninguém nunca soube sobre mim.

Nunca há de ir de encontro,
A mente escorre a lambaça que deixa e,
Por um momento, atrás dessa lama,
Encontro a verdadeira podridão escondida.

Encontro o defunto,
De olhos abertos
E olhando para mim.

Frio, sem sangue,
Sem vida.

E quando percebo,
Este defunto sou eu.

26 outubro 2008

Cansei da lucidez,
A loucura me pegou de vez
Não me vejo em qualquer lugar,
Algum lugar tenho que estar.

Destino ou sorte,
Nada mais importa nesse turbilhão
De casos de vida ou morte,
Meu coração,
Encontra-se em realmente
Solidão.

E por isso conheço muitos,
Muitos desconheço mas respeito,
Outros nem nunca vi,
As ruas, becos, vidas, idéias,
Pensamentos que surgem
Tudo está por vir.
Deixamos que venha.

É uma coisa boa,
Mas se fosse só boa, seria má,
Já que tudo de bom não tem graça,
Tem que amar,
Tem que se magoar,
Se agoniar, sentir, amargurar,
A vida não é só ficar
No desejar.

Eu não tenho boas idéias,
Não escrevo bons poemas,
Quanto mais boas relações,
Chuto em viver sem desilusões.

Não me enxergo com todos,
Nem me vejo sem ninguém.

Nem me vejo sem você,
Você. Sabe como é, o luar,
Brilha alcançando o horizonte,
Caminho brilhante do mar,
Do horizonte a praia,
Da praia até não ver mais.

Cheia, vazia,
Solta no espaço do céu,
Onde todos conseguem ver com o mesmo olhar.
E esse espaço cria um véu
E minha mente esta pronta para viajar.

Acorda em florestas
Sendo que dormiu em um altar.
Vejo a Lua na avenida
E o carro no ar.

Nada é certo e minha loucura tem sentido
Nada é bonito se for apenas visto.

Que idéias,
Quais idéias que serviriam para vocês?
Nenhuma delas terão sensatez,
A sua sensatez,
Pois no meio da minha loucura com senso,
Mas sem medir alturas, sem ter vez,
Não servem para ninguém.

Só para mim,
De mim para você,
De você só tenho a mim,
E em mim só penso em você.

Aquele terreno adentrado,
Que barulho você ouviu?
Um corrégo ou um lago?
Os rios nunca serão os mesmo.

I.

Nem suas inspirações terão as mesmas pedras,
Nem suas poções de espumas serão aquelas!
Os mergulhos,
Ah que mergulhos pelas flores belas,
Cercando o rio e sua correnteza.

II.

Em seu brilho,
Uma cor branca,
Será ali um coelho,
Meu querido?

Procuro ver,
Morro... renasço para tentar rever
Os momentos que deixei de fazer
Para poder conseguir o que não poderia ter.

Que coelho,
Se for um, milhões aparecerá,
A sua reprodução é fácil,
Ela se espalha rápido,
Apenas dois coelhos,
Formam uma manada,
De amores distribuídos por aqui,
Por aculá,
Em qualquer lugar.

III.

Não vejo coelho algum.
Sabe, sempre será assim,
Nunca conseguirei encontrar nada distribuído para mim.
Mas será porque não quero dividir
Tudo aquilo que consegui?

Não percebo, nem sei analisar,
Nessas horas
Tudo pode ser, tudo pode dar.
Continuo caminhando esperando um caminho certo
Aquele que me leve em algum lugar,
Onde eu sou alguém.
E você realmente existe.

IV.

Costumeiro,
Uma sátira:
Vivo, desvivo, "num" vivo,
Sinto, pressinto, sempre minto
Quando quero algo em meu ressinto,
Mas nunca, nem sempre
Deixo de assumir o que eu pinto em meu olhar.

Ordem

Nas ventarnias do norte,
Corta-me o vento gelado que envolve meu coração.
Destrói-se então o calor,
A chama que acende a emoção.

Distancio-me, distacio-me,
Cada viagem ao longe,
Nunca volto ao que estava antes.

Busco em ordem,
A desordem para poder provar que a minha,
A minha talvez ignorante desordem,
Seja uma real ordem.

14 outubro 2008

Viajante Sombrio

Corra, corra. 

Foram os ultimos susurros que eu ouvi. Passava a cada floresta, sombria em seus galhos nebulosos. Cada sombra formava uma criatura sempre inexistente que, no entanto, fazia parte de algum reino animal na minha cabeça. Corri. Estava suando e minha espada pesava na mão. O outro braço sangrava e não me encontrava mais. 

AHHHHHHH.

Um grito.

Eu paro. Os galhos parecem se aproximar mais de mim, as sombras pareciam me tocar. Suei frio e não sabia para onde ir. Larguei a espada no chão. Me ajoelhei. Olhei para aquela terra maldita, MALDITA SEJA. Não era para eu estar ali. A raiva se cobria em mim, não o medo. Não poderia ficar correndo por um desleixo. Comecei a urinar em mim mesmo. Senti frio. Lágrimas começaram a escorrer.

Meu caminho de volta foi mais tenso. Eu não corri, voltei andando porque queria enfrentar cada medo por qual passei nesses segundos na escuridão da floresta e não voltar atrás. Os galhos cada vez mais roçavam em meus ombros, principalmente na ferida do lado esquerdo. Andando, calmamente, sentindo o meu barulho destacar exatamente onde eu estava para qualquer pessoa que estivesse ali. Eu não tinha medo, não tinha. Gozava dessa coragem. Morreria ali mesmo, nesse lixo. Não estou sorrateiro, olhava fixo e olhava para cada monstro que surgia em cada sombra. Não esquecia de nenhum, gravava e dizia para mim que depois iria caça-lo e quebrar todos os galhos que lhe restassem. Destruir cada sombra que surge para me fazer voltar. Cada obstáculo que me faz querer voltar atrás. Só tem um caminho para ir onde eu estava e mais de três mil caminhos para correr. Me torturei a cada momento até chegar no local. 

Você está no chão.

Foi o que falei para mim mesmo. Olhei a área. Não vi ninguém, apenas o cheiro de sangue. Aquele capim escurecido denunciava o sangue que ainda escorria por aquele corpo. Seus cabelos espalhados emaranhados e suas mãos abertas. 

Rrrrr...

Ele voltou. Não sabia o que fazer e dessa vez, pedia a morte. Deitar junto com aquele corpo, e escorrer o meu sangue por cima do dele. Tudo estava escuro e não ouvi mais nada, nada além de seus passos atrás de mim. Ele vinha em minha direção e calmamente. Qualquer um pediria para escapar dele. Qualquer um prezaria ficar longe de qualquer maneira dessa criatura. Eu pedia que ele realizasse seu trabalho, ele falava todas as línguas e nenhuma. Soltei a espada, lutaria nas mãos.

Me virei calmamente. Lá está aquilo.

Ninguém, realmente ninguém gostaria de estar ali comigo naquele momento. Seu sobretudo preto passava de sua altura, pois sobravam panos no chão o que não conseguia ver seus pés. Ele estava limpo e lindo. O preto do tecido brilhava pela lua cheia. Era tão grande que não dava para ver suas mãos pois a manga sobrepõe o espaço. Mas eu via o que segurava.

A madeira tocava no chão e passava de sua cabeça. Na ponta da madeira vinha aquele metal escorrido e enfejurrado que todos sabiam para qual ao uso. Era mágico e surreal observar aquilo. Sem medo, estava por ali e não voltava, alias queria me aproximar. Por fim o capuz cobria o seu rosto, será que isso tinha rosto.

E eu, vivendo minha maior experiência estava lá:

Com a Morte.

Ofereço minha alma abrindo os braços e ouço,

Proponho um trato.

Viajante Sombrio

Nós pensamos, poucos que existem assim, mas pensamos. Se não existem pessoas como nós, a sociedade não progredia. Porque a sociedade não precisa de pessoas comunicativas para se encaminhar, pois estas apenas dão enterterimento aos moribundos cansados dessa vida qualificada como boa. Moribundos que correm do que eles próprio criaram, inevitavelmente fugindo daquilo que mais têm medo criando métodos compulsivos e imprevisíveis para esconder seus problemas. E sem nós, não teriam brilhantismo. Ninguém sabia quem era quem. Observamos atentamente cada passo, cada singularidade, cada Destino escolhido e realizado. Sabemos cada passo futuro e qual o motivo de cada passo passado. Não nos cansamos, temos insônia porque não temos medo do que vemos. Não ficamos felizes porque nós reconhecemos e não fingimos que não estamos vendo. Nós estamos aí. E os moribundos se acustumam com o ambiente. E nós fazemos parte dele. Esse é a nossa maior vantagem, mero amigo, nossa maior vantagem.

Nós somos brilhantes, porque ninguém nos procura.
Sem cor,
Nem dor,
Nem odor.
A vontade passou.

Vivo,
Desvivo,
Sobrevivo,
Tanto faz, não tô decidido.

Olho,
Abaixo,
Esbugalho,
E exploro,
Alguma aventurinha por aí...

Sabe,
Não sei,
Quem sabe,
Vamos esquecer isso daí...

Já que ninguém têm,
Nem fazem,
Nem tentam,
Nem se contentam,
então, sem iniciativa,
ninguém sai daí.

Não se flui,
Sem deixar fluir,
Não se há coincidências,
Todos os dias,
Até perco a vontade de beijar as vezes,
Tardia,
Moradia,
Matinal,
Nenhuma importa,
Nenhuma faz mal.

Não brinco,
Nem desbrinco,
Nem pergunto,
Já que resposta,
Não ganho nada,
Apenas risada.

Sem cor,
Não te vejo em mim,
Sem dor,
Perder não faz mal, por mim!
Nem odor,
Me acustumei com o cheiro.
Só se cheirar de novo.
Passou a vontade,
De ter um par novo.

13 outubro 2008

só pode ser ele.
só ele que faz este tipo de coisa neste tipo de momento imediato.

está me ajudando? não há como perceber.
é estranho, nunca ele faria isso,
nunca o Destino te ajudará,
te destrói, te corrói,
mas está lá,
a procura de alguém para esmagar.

eu já fui um dos esmagados.
o que ele quer agora para mim?
em troca de que?
nem Deus faz sem algo em troca,
ele pediu o sétimo dia para descanso.

ele criou para que nós humanos, retribuíssemos em compaixão.
enfim, o que você quer maldito?
maldito, maldito.

obrigado.

11 outubro 2008

"Evitar a felicidade com medo que ela acabe é o melhor meio de ser infeliz. Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo".
Mark Twain

09 outubro 2008

ladrilhar.
em trilhos nos vagões,
ladrilhar,
com fortes emoções.
caminhar...

07 outubro 2008

não digo, não digo, não digo,
por trás disso tudo há sentimentos escondidos,
pedindo para florirem como rios,
onde nem a correnteza nunca para.

onde a correnteza tudo leva,
nada fica, nada segura a correnteza.
leva e limpa,
tudo que estava sujo, se torna limpo,
claro, límpido, 
nenhuma pedra áspera,
todas lisas pela correnteza.

é aquele rio,
que eu estou ouvindo o seu barulho,
mais perto no terreno desconhecido,
no qual eu entrei.

mas que rio.
que grande e lindo rio.

06 outubro 2008

Em traços de confusões,
o sentimento se esvaindo,
perdendo direção,
perdendo sentido.

sem uma vela, nada fica iluminado,
você conhece o escuro se conhecer o lugar,
e mesmo assim,
bate-se em algo.

na escolha do caminho,
o mais fácil não é sempre o melhor,
o simples não traz felicidade,
não importa se é dificil, médio, simples, complicado

o que importa é
o que o coração sente e o que ele deseja para sua felicidade.

05 outubro 2008

eu não vivo
eu não fui feito para viver
eu teria feito milhões de coisas realmente emocionantes se eu não fosse alguém ético
eu não sou feito para grandes feitos.
eu não sou criado para fazer grandes crias.
nada é necessário na minha vida e eu sou desnecessário na vida das pessoas.
passo em vão,
como vãos de trem em trilhos e vivo como um caminho já traçado como trilhos.
não ganho emoções boas pq não há emoções boas e nem existem bom momentos.
não trago tristeza,
porque sou a tristeza em pessoa já que pessoas tristes me procuram ajuda.
não sou a confusão, 
já tenho a única certeza de que é seguir os trilhos,
passar como vagões e sentir a tristeza.
não tenho poesia em minhas veias e sim sofrimento em minha mente.
não escrevo para desabafar e sim confirmo o quejá existe dentro de mim.
não tenho uma barreira porque eu quero.
sou frio e tenho essa barreira porque a vida me deixou assim.
eu não conquisto,
eu não mereço,
eu não sobrevivo,
eu não consigo,
eu não alcanço.

estou livre de viver,
graças a Deus.

sem palavras para descrever vontades,
mil palavras para os desejos. todos em dúvida, um mundo cheio de incertezas. caímos em uma dúvida completamente sempre dependendo da outra. nada disso acaba retocando a maquiagem de sua personalidade. perde então fé, todos acabam perdendo fé nos outros, pois os outros decidem não decidir por nós, e nós ficamos sem decidir nada além de seguir em frente, perdemos fé porque ninguém deseja largar nada por você, enquanto você deixou tudo para trás para o outro. tudo por um momento. um bom momento. como somos loucos.

30 setembro 2008

Perde-se, perde-se,
Em caminhos oriundos obscuros, 
desafiando os dominadores da noite,
demônios atravessando meu caminho,
a procura de sugar o resto a energia vital que me ergue.

e me ergueu mesmo.
na chama acesa ilumo o labirinto,
os seres maléficos se afastam para se esconderem na escuridão.

em seus passos fundos
a procura de uma saída deste inferno de paredes,
desesperadamente ao encontro do que alimenta a minha luz.

o que alimenta a minha luz?
nada além do que a quebra das ideologias,
a quebra da frieza virando chama,
da parede de pedra se tornando areia,
tudo se tornando límpido e frágil.

e não é isso que ninguém deseja ser:
frágil.

28 setembro 2008

Em sua sincera absoluta expressão,
na maioria das ordem das coisas,
tudo em observação contínua,
comentários necessários ao mundo.

não existe mais.
não existe mais aquele comentário absoluto,
aquela verdade inaceitável,
se perde no fundo dos olhos da mulher,
a escuridão adentra e falta de senso se encontra,

perde-se o senso do comum.
e você se torna comum.
rege os sentimentos em si, e prende-se em gaiolas
gaiolas para assegurar que nada atrapalhe a natureza das coisas
ansioso e oscilante nos pensamentos, a insegurança predomina suas veias,
seu cérebro esquece de seus próprios ensinamentos e procura refúgio.

procura em ti a liberdade anterior, perde-se nos poemas posteriores ao olhar
daquele profundo escuro que é daquela mulher
a liberdade de escrever estas proferidas palavras
é assumir que realmente se perdeu.

fraco, fraco,
contínuamente irá repetir mesmos erros
derrubará sempre a própria barreira que nenhuma outra pessoa derruba,
sua frieza se torna chama e sua chama se torna frieza
apenas com o pensamento próprio.
nada move suas intenções que não seja voce mesmo,
tudo descontrola apenas por sua escolhe, talvez,
talvez o descontrole é feito para reorganizar,
pode ser bom ou pode ser o mesmo erro,
repetitivo e podre que há nesse mundo.

é amar, amar não é amar,
é apenas na escolha de abrir o coração pelas próprias chaves
escondidas em um lugar que não há possibilidade material de se alcançar
é dificil controlar como é tão díficil descontrolar.
não não não
parece a montanha que move amor,
não que o amor move montanhas.

descobrir-se é pior que desconhecer-se
a segunda opção te faz não ter culpa de teus erros e sim a inocência,
mas na primeira você vive com a culpa estampada no peito em cada
decisão compressa nas palavras, nos passos e nas escolhas.

não lidere tal desgraça,
apenas tente deixar fluir, esquecer,
saborear este sabor que tem em olhar
o fundo obscuro dos olhos daquela mulher.
talvez se ache por ali mesmo,
com algum beijo.
E por criar grandes sentimentos em pequenosa pensamentos conclui-se:

E essa é a falha humana.
É, pensar,
apenas aquela alternativa surgir,
apenas aquela pequena mínima rídicula,
é o PESO sobre ao acontecer.

a partir desse momento em que construímos a liberdade de pensarmos dessa maneira, nós deixamos que aconteça em nossas mentes. nós... perderíamos.

não se perde,
não se perde,
em mundos profundos,
as coisas não devem acontecer assim,
nos corações oruindos,
pequenas coisas não satisfazem grandes sentimentos.

mas pequenos pensamentos...
criam grandes sentimentos.

Não contribua

Não contribua
não contribua
não contribua
não contribua
não contribua e
não contribua.

20 setembro 2008

repensar. é uma das coisas que mais fazemos nesse mundo. pensar, repensar, refletir, observar, perceber, imaginar, tudo isso é uma forma de expressarmos o nosso modo de ver o nosso lado das coisas. o nosso lado que depende dos nosso choros, alegrias, mágoas, cada coisa a cada pequeno segundo passado e ato feito na minha vida, a minha personalidade é mudada. a cada destino decidido e a cada caminho escolhido estou me tornando alguém que será exatamente único por ter determinadas experiências diferentes em uma única sequência diferente da minha vida, idade, tempo, olhar, pessoas. cada coisa, cada folha não plantada e cada árvore sendo cortada é o destino sendo traçado. é extremamente... não sei dizer. cada milisegundo algo acontece, algum ato ocorre, uma letra é digitada.

12 setembro 2008

percebe-se?

eu quero perceber,
que a mais bela coisa do mundo é crer,
crer no amor,
crer em você.

aquele antigo sorriso,
é o que prescinde ao meu coração,
um coração escondido,
e por dentro corroído,
no peito, cheio de destruição.

é deste sorriso,
que resiste um resquício,
da esperança em crer,
nas coisas mais belas do mundo,

amar, sorrir e viver.

corrompe cada vez mais a indiferença,
presunçoso, fico.
cada vez mais penso que apenas existo.

existo para estar.

10 setembro 2008

Viajante Sombrio

Desapareço. Em vias estreitas, caminho de chinelos sem a menor pressa. Ocorre eu colocar um cigarro na boca, mas estava sem esqueiro, e o cigarro continuou na boca, não aceso. Continuo caminhando me enrolando no capote tentando me livrar da ventania. Dobro esquinha, outra via estreita. Começo a subir algumas escadas na qual estão, se não me engano, em espiral. Alcanço a casa e fico por horas olhando para a mesma e o cigarro na boca. Queria acender mas a noite não convinha com o momento de pedir fogo a alguém. Era tarde e as calças estava molhadas da chuva que havia ocorrido antes de que eu saísse. Entendo que, já era minha hora, pois luzes se acenderam e um homem velho, saiu da casa sorridente pela noite bem aproveitada. As cicatrizes o lembrava dela e seus cabelos negros. Desde aquele dia não saia da cidade e se prendia na podridão da rua. Aquele mulher não saia de sua cabeça.

08 setembro 2008

Ah, o mundo.
desafloram e perpetuam nas tuas paredes grossas e lisas.
deslizam em energias vitais pelas linhas do pensamento,
que romancista.

pessoas morrem dia após dias,
semana após semana,
porra nenhuma nessa vida se ganha,
enlouqueço em pensar que tem lógica,
morrer no bueiro,
se suicidar no banheiro,
ser atropelado por um caminheiro.

mas que belo.
mas não se preocupem meros bastardos!
Deus é justo, haha.

29 agosto 2008

08 agosto 2008

Outro prisma.

está florindo.
em outro prisma,
que estranho,

porque tantos assim?
outro está florido.
outro floriu,
e mais está florindo...

carência, carência,
acorda pra consciência,
rapaz.

olha seu coração.
cheio de solidão e confusão.

06 agosto 2008

Prisma.

na luz branca e nula.
compartilha um arco-íris,
olha, olha, todas as cores vindo,
está florindo.

meus pêsames meu querido.
vamos nos controlar, volte até mais, até logo.
cores voltam ao normal.

tire o prisma e vê.
tem que saber mexer.

02 agosto 2008

Viajante sombrio.

Nas mais fétidas estalagens, num teto apodrecido pelo tempo e entupido de teias de aranha, sustentado em pilastras de madeira velhas. Ali estava uma mulher de cabelos negros, semi nua, lavando algumas roupas em uma bacia cheia d'água. Eu estava coberto.
Levantei e percebi mais o quarto obscuro. Eu estava nu e coberto e minhas roupas eram as quais a mulher estava lavando. Ela nem percebia, estava coberta pela parte apenas de baixo com uma saia e sua camisa estava sobre a mesa. Via suas costas nuas e lisas, perfeitamente alinhada. Seus cabelos negros escorriam até os ombros e talvez caissem mais na parte da frente. Provavelmente uma prostituta. Mas tanto faz para o viajante sombrio. Ele estava vivo.

01 agosto 2008

Viajante sombrio.

Era uma vez um viajante sombrio. Sombrio e puritano. E na longevidade nas estradas da idade média onde o antigo mundo ainda reinava sobre todos, ele viveu uma pequena lenda. Mesmo sendo sombrio e puritano. Na maioria das vezes, seu coração reforçado de correntes atreladas a mão, grossas e calejadas pela experiência neste mundo, tinha uma pedra na área cardíaca.
Seus sonhos... bem, seus sonhos eram nenhum nada demais, nem super desejado assim. "Na vida não se deve ter expectativas" dizia. "Pois sempre o que acontece é o que não espera, assim, ao desejar o pior e na hora acontecer o que voce gostaria que acontecesse de melhor, finja estar surpreso".
O viajante sombrio, com suas velhas botas doadas por um soldado da alta escala religiosa, as cruzadas, sua espada herdada da família, com o sobretudo e o cajado, caminhava sempre na direção certa. A que não tem fim. Viajava, viajava, vivia de barganhas e carnificinas até que um dia, em das suas caóticas visitas a uma taverna, ele recebe três facadas por um velho fajuto.
Cai no chão onde se espalha sangue a espera de sua morte.

31 julho 2008

Sem vida [2]

morto.
roxo, preto,
escuro, mofo,
podre, sujo,
fechado, noturno,
guardado, profundo,
num mundo resguarda,
a minha alma.
Sem vida.

27 julho 2008

humanos, bléééér.

25 julho 2008

um velho sábio diz:
-veja a resposta em você mesmo.
-mas eu me vejo pelos outros.
-então cometa suicídio. você não tem uso pra você.

24 julho 2008

na mais fria calada rua a noite,
andava em becos arrastando a minha alma,
que de várias cortes e cicatrizes tinha pelo açoite,
açoite da vida.

uma chuva que cai do céu,
aquela nostalgia,
tudo era negro, luzes amareladas,
e a mente rugia,
por gritos.

rugir por gritos,
gritar com um rugido.
o leão daquele coelho,
por dentro daqueles pêlos,
existia um ser nibido e inibido.

destrói, corrói, aflinge.
sentir um corte,
sentir um choro, uma melancólia,
sentir tristeza, ódio,
sentir açoite, o corte,
sentir a morte.

monumento funenário,
meu rosto sorrindo na lápide,
minha data de nascimento com a morte indeterminada.

amanhã, depois, de noite,
agora.
vou esperar a morte,
pra que me mate e vá embora.

um por-do- sol vermelho,
o céu e o inferno num lugar só,
o vazio por dentro se esvaindo.
que alívio, que alívio,
mas ao olhar, não era sentimental,
era sangue saindo pelo açoite tomado pela alma, feita pela morte, sentida sem nenhuma sorte, sem sorriso, música, melodia, estrofe, cifra, silêncio, nem paz.

viver sofre.

23 julho 2008

não precisa de mim né?
nunca precisou!
nas difamadas frases sobre o amor!
você nunca usou
com maior sinceridade.

claro que não,
sei que não,
eu percebi,
nem amigo eu sou,
nem colega, ou conhecido,

apenas mais um despercebido!
por mais inveja que matasse,
eu tenho de você,
por achar que conseguir te entreter.

coitada, morra.
esnobe.
não, ele precisa de mim.
mas ele que decide.

então não quero.
que dia é hoje?
- é dia de viver a vida!
que dia foi ontem?
- o dia de recordar lembranças!
que dia é amanhã?
- o dia de sonhar com o mundo!

que ilusório.
vá beber.

22 julho 2008

ando devagar, pq já tive pressa,
levo esse sorriso, pq já chorei demais.

mentira, no sorriso,
continuo sério.

e eu também não choro.

21 julho 2008

nos ventos do litoral,
mar azul-esverdeado,
diante do pôr-do-sol e uma praia.
eu corria criando pegadas,
ela ali, tudo um sonho,
ondas, um silêncio gostoso.
tropecei.

16 julho 2008

A nossa verdade

Pessoas vivem, pessoas morrem,
Algumas até sobrevivem,
Todas num curto período já dizem:
"eu vivi bastante"

Elas se acham experientes,
Acham que está madura a mente,
Mas quando vem o perigo a frente,
Correm para um amigo que lhe console.

Todos vivem em função de sociedade,
Mas dizem viver em função adequada a idade,
Outros em função do amor, mas todos sabem,

Que nós vivemos em função de nossa verdade,
Só não sabem, que sabem,
E essa verdade se esconde,
No coração da humanidade.

Vejo

ao meu ver,
não consigo ver nas pessoas,
o que elas querem ter,

mas ao pensar,
eu percebo que eles sempre pensam a mesma coisa,
nas suas palavras,
sempre saem as mesmas intenções,
nas suas boas ações,
sempre tem duas interpretações.

ao imaginar,
que alguém é aquilo,
eu sou isso,
e você piriquito,
nada disso tem sentido,
já que todos,
tem os mesmos valores e princípios.

a procura de se diferenciar,
caracterizar, transformar,
e não mudar a forma de pensar e desejar,
não faz você ser único,
desigual, muito melhor,
ou bem pior.

porque você é igual todos em querer,
amor, amizade, felicidade, não importa.
não há conceitos seus em você.

20 junho 2008

frio, como a ventania,
aquela velha brisa cortante,
deve-se ser.

ao cortar os carinhos,
de uma amizade,
de uma paixão.

Pesadelo

não consigo enxergar.
não me acho, onde está a laterna ligada?
um feixe de luz salvo,
atrás da minha cabeça.

não consigo me mover,
não me encontro, onde está minhas mãos,
meus dedos, meus pés?
um tremor em mim, me faz sentir,
que existe algo dentro de mim.

eu ouço vozes, mas não consigo discernir,
é homem, mulher, ou está dentro de mim?
ela vai se apropriando a características especificas,
aquele tom de voz diferente,
isso me faz identificar, que não sou eu.

pesadelo.
nas belas palavras.
sempre na dedução diferente,
varia, a cada ida e vinda.
nenhuma condiz com o que a mente quer.

ocultadoras.

pensamos em falar,
não agimos, no querer.
a vontade de esquecer
o que deixamos ou acabamos fazendo por fazer,
desconfie,
nunca deixe de duvidar.

falsários.

todos são, e a maioria não sabe.
quem sabe, é esperto,
quem não sabe é no incosciente.
mas todos,
a procura de ocultar o que fazem,
e a mostrar o que pensam.

idealismo não se vende,
não se faz,
se transforma no que você procura deixar de procurar.
no que voce procura esquecer, ou não ter que fazer.
idealismo é formado por atos que já fizeram parte,
parte de voce algum dia,
um pedaço. pedaço que sai para o pensamento idealista.

sofrer.
o que todos nós tememos, e nunca esquecemos.
não se sofre sem querer,
apenas se você quiser sofrer,
vai ter o que você precisa.

as pessoas incoscientemente precisam sofrer.
nem todas procura, mas querem um dia sofrer,
mesmo não querendo, o incosciente,
julga merecer.
e então, não se volta atrás.

na vida,
as palavras da vida, na vida,
não tem sentido, já que falamos tudo
que tenha relação a morte.

na morte,
é onde tem o maior medo,
apesar de que é o único sem sofrimento,
você não sofre com o depois,
você não conhece o depois.
o maior medo de morrer,
é o maior medo de perder o que você tem agora.
depressivos não são suicidas.
eles não tem nada, para que temer?
não tem o que perder,

nós achamos que temos.

temos medo de perder o materialismo
e tudo que tentamos ter.
tudo que tentamos criar,
nada disso vai adiantar,
porque, obrigatóriamente,
nós vamos morrer.

mas só queremos morrer.
quando tivermos tudo,
tudo que imaginamos ter.

é seguidamente um ciclo vicioso.
realidade contra surrealidade.
ou a surrealidade é a realidade,
e a realidade é a surrealidade.
tememos ver o que não podemos enxergar.

tememos enxergar o que alguns não conseguenm ver.
um pelo desconhecido,
outro, pelo não ser tão comum.

nada diferente faz sentido a nós,
porque o criamos,
é o mais seguro para todo o mundo.
e o mundo, não é você.

mas você pensa que é.

17 junho 2008

A vida é bela

blá-blá,
flores cheirosas,
matas verdes,
crianças mortas,
mulher estuprada,

olha, o passarinho e o ninho,
coisa linda,
uma motosserra na árvore,
destruindo aquela terra.

maravilhas aquele céu,
tem um avião... tá vindo pra cá?
olha, caiu naquele arranha-céu.

crianças morrem de fome,
que banquete tem na minha mesa,
nunca tinha comido caviar com calabresa.

e a vida é bela.

14 junho 2008

Cecília

lábios a sombrancelhas finas,
vaidade indefinida .

escondida entre os mais tecidos e máscaras da timidez,
a menina de olhos pequenos te olham mais de uma vez,
nao sabe ver em que sentimentos os olhos querem mostrar,
da menina dos olhos pequenos e cabelos negros .

ao encurtar os pés e falar pouco sobre seus convés,
esconde seus incomodos, rir pra si mesma, talvez .

cantarola as musicas por quais se identifica,
acredita que nas melodias,
talvez encontre fases de sua vida,
que em suas letras, escritas por verdadeiros poetas da escrita,
demonstrem os sentimentos imbutidos daquela menina,

dos olhinhos pequenos que te olham a cada sua distraída,
querendo esconder, mostrar ou nao fazer perceber,
o que aquelas musicas e seus olinhos signifiquem para sua vida .

13 junho 2008

Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Pensam ansiosamente no futuro, esquecem o presente e acabam por não viver nem o presente, nem o futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.
- Dalai Lama

09 junho 2008

Que mundo.
Palavras oriundas, vazias,
Dissertações, profundas, reflexivas.
Ao nada.

Mundo.
Mundo onde as palavras ecoam ao vazio,
Pessoas amaldiçoadas pelo profundo frio,
Escondido no seu coração,
Por não mais sentir mais nenhuma emoção.

Nas oriundas palavras,
Busca sentido das malditas ações,
Que hoje corrompem os corações...
Da humanidade.

Mas que porra nenhuma!
Nada tenho ver com essa vida,
Nem com a sua,
Deixa eu dormir na minha cama,
Ver tv, assistir uma trama.

03 junho 2008

Algo

Ambigua,
Consica,
Destemida mente,
Arregaçada,
Cansada,
Desregulada,
Eminente,
Na caçada,
A procura,
Ficcionada,
Por um motivo,
Que te acalma,
Diante das vida,
Das destruições,
Das ilusões,
Em que um dia,
Há um puro coração,
Onde amor,
Vence sempre,
Há um louvor,
A amizade e confiança,
Mas nada disse vive,
Nesse mundo, não existe,
Algo que nos dê agrado,
Desconfie de todos,
Até desse poema,
Ou do parceiro ao seu lado.

02 junho 2008

Encontro

Tempo corre. Continuo caminhando com pressa de que eu chegue logo ao local. Olho novamente para o relógio e mostra - rachado - que ainda há tempo. Eu poderia ter me apressado antes de ter saído de casa.

Acordei com pé esquerdo. Ao olhar meu flat de relance, percebi a bagunça que estava e fiquei com preguiça de procurar o jornal. Deixei de ler e fui fazer o chá. Encontrei o maço de cigarros no armário de temperos. Tirei um e acendi enquanto fazia o chá. Precisava encontrar minha roupa. Voltei novamente para o quarto e abri o armário, onde botei uma calça social azul, por cima do pijama, encaixei o cinto e botei uma camisa também social, mas branca. Me virei para a cama. Ali não estava. Olhei por debaixo, na cabeceira ou na escrivaninha cheia de papéis. Não o vi. Cadê minha gravata, meu terno? Procurei aos arredores, fui no sala e cozinha ao mesmo tempo, só roupas comuns no sofá, pijamas na antena da tv, nada, nada de palitó. Desisti. Fui fazer meu chá.

Aprotei o chá, sentei no sofá, liguei a televisão. Não passava nenhuma coisa que de interessante. Surgiu um livro debaixo da tv, de capa preta. Abri para ler, sem muito comprometimento, folheando as páginas devagarinho. Um pedaço de papel. A data, o horário, o local. Sinto uma ponta de suor, escorrer da minha testa até meu queixo e percebo que meu nervosismo já está comigo antes de eu mesmo sentir. Levanto-me. Meu palitó tem que estar aqui.

Ele estava embaixo do armário do banheiro. Foi fácil achar, deu vontade de ir no banheiro quando comecei a procurar, logo quando deixei o livro de capa preta em cima da cabeceira do quarto. Peguei o livro com a mão, busquei meu relogio na gaveta, pus no pulso, fui em direção a porta, meu sobretudo me esperava lá e saí. Não dava tempo de ir de metrô, o local não era tão acessível por isso peguei um táxi. Atravessei a rua procurando minha carteira que por um momento deixei escapar a lembrança dela ao lado da xícara de chá.

Quando retornei a rua novamente, dobrei-a rapidamente. Andava com velocidade, tinha que chegar a tempo, não sabia que isso já tinha chegado. Tenho que me apressar. Corri praticamente as escadas do beco, quando um táxi passou exatamente na minha frente. Chamo-o deseperadamente. Torrie Effiel, eu aviso rapidamente, ele acena com a cabeça e começa a dirigir.

Salto na entrada da praça, e comecei a caminhar com pressa que era onde eu tinha parado no ínicio.

Hoje era dia domingo, estava de férias, início de ano, deve ter uma multidão com trocentos turistas, barbudos e lambusados de comidas francêsas entre os pêlos do rosto, aquela velha filmadora preso no pescoço, com um chapéuzinho de sol e a padrão camisa regata florida. Encontrei o que se encaixava exatamente com minhas expectativas. Turistas.

Depois de uma análise rápida encontei um local com menos gente, perambulando por aí, falando sobre coisas geninais por qual não vejo graça nenhuma. Sento-me num banco próximo, procuro o livro de capa preta no sobretudo e no instante em que iria abri-lo, um turista pergunta onde poderia ter um almoço bom. De maneira gentil respondo rapidamente que na esquina existia um pequeno bar com petiscos maravilhosos que deveria experimentar lá e finjo estar lendo o livro, pois, rapidamente abro numa página qualquer e começo a encaminhar meus olhos de uma lado para o outro. O turista sai, percebe minha falta de paciência em responder suas perguntas.

Eu estava ansioso, contava dentro de mim os dias para chegar o momento. Pensava no que fazer, e esquecias nos meus copos de uísques e cochilos enfrente a televisão. Não procurava muito modificar o fato, já que minha displicência é completa. Meu trabalho nunca foi tão divertido nessa época, esquecer do tempo, o tempo passa. O tempo corre, esqueço do tempo e esqueço da vida. Papéis, caneta, papéis, caneta, riscar, rabiscar, tudo isso se tornou um analgésico. Depois de 3 meses aguardando o hoje, me encontraria com ela, depois de uma briga. Correu de casa chorando, por uma besteira, cíumes, desconfiava de mim e aquela reclamção de sempre sobre o meu desleixo. Aqui, ela apareceria e eu pediria desculpas e mudaria tudo.

Mas não foi ela que apareceu. Um homem de terno preto e gravata vermelha aparece andando apressado segurando uma maleta de couro e suava muito. Quando me viu, acelerou mais ainda seus passos e sentou-se no banco limpando com a manda da mão a testa ensopada. Um bom dia foi falado rapidamente ao mesmo tempo em que abria a maleta com feixes prateados fazendo um 'clic' como barulho. Ele abriu a pasta, tirou alguns papéis, um caneta, mais alguns papéis e me entregou.

Um divórcio.