15 maio 2009

No despertar...

Não me tenho.
Me detenho e acordo.
Premeditada, visão, exacerbado carisma.
Desvisualização do ideal que é visualizado ou idealizado.
Por desventura, em uma aventura irreal me faz ver,
De todos os lados percebo e em dádiva além da dúvida,
Me encontro.
Se por direito, desejo ser, serei.
Se por amor, mudarei meu ser, mudarei.
Em testemunha, ao topo, uma fé incontrolável,
E que, vale citar, inconcebivável, indispensável
E principalmente peculiar, estou aqui.
Acorrentado nas sombras de uma caverna,
Que tão bela realeza parece ser,
Mas sua fétida e escura aparência ressurge,
E o medo de saí-la de encontrar a luz,
Um ponto de felicidade ideal,
Aparece.
Aparece tu, querida,
Que com sorrisos conquistados,
Me faz escolher os dois lados,
O melhor para você e não para mim.
Desconsiderando os seus anseios,
Não sei o que quero e enfim
Contundido com uma cicatriz ilusória,
Mas existente,
Me permito escolher,
Entre ser ou não ser
E viver o presente.
Das poucas vezes no mundo corriqueiro,
Neste exato momento, me sinto calmo,
Com você, querida, que me atordoa,
Me sinto calmo, com tudo e nada,
E sem a ansiosidade de terminar nada,
Além desta escrita.
E por mais desapontante que seja,
Direi minhas características:

Eu sou.

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