26 dezembro 2008
travado,
trazendo, em si,
algumas coisas,
em ti, lembraças delicadas,
o doce,
o uísque nas mãos,
as pernas estiradas na poltrona,
ela em cima.
olhar ao lado, menos nela
ela se levanta e sai,
mas tanto quer! tanto deseja!
o charme, ela pega nele, dá um abraço
e fala no ouvido,
mas sai.
o charme, o doce,
o uísque, o abraço.
cada toque do ambiente,
cada detalhe, olhar, reflete o fogo,
distorcido.
por que ninguém aceita ele... por inteiro?
25 dezembro 2008
É tão misto e certo. É simples de entender e difícil de explicar. É apenas uma frase em outra língua. Legal. E as pessoas procuram dentro de uma pequena frase, as vezes tentar explicar tudo que querem ou desejam. Em muitas formas as pessoas procuram expressar o que não é visto, o que não é tocado. Palavras, falas, músicas, imagens. Qualquer coisa expressa sempre alguma coisa. O fato de tentar comunicar aquele olhar. O fato de tentar comunicar aquela angústia. As pessoas desesperadamente sentem e amam, e mesmo não gostando do que sentem, existe aquele sabor que não querem perder e ninguém comenta até hoje. Viver sem este sabor é viver sem sentir esta agonia ou este sentir. Mesmo chorando, gritando, sorrindo, florindo, sentindo, matando, montando, criando, fomando, perdendo, saudade. Ninguém quer perder esse sabor. E a cada momento cada pessoa tenta se livrar dessa maneira, expelindo pelas palavras, falas, músicas, imagens. A cada momento que tenta tirar este fardo que corrói seu coração, sua mente, o tempo - que acaba passando mais devagar -, criando raiva, amor ou dor. E o gritar, chutar as coisas, jogar este computador pela janela, os copos na mesa, rasgar as roupas, a camiseta vestida em mim, arrancar os cabelos da cabeça, de alguma forma de expressão corporal, também mostramos o que sentimos. Fechar o punho com força, fechar a arcada dentária com força, os olhos, bater o pé, deitar e olhar para o teto, ficar sem movimentos, parado, sentindo o tempo contando a cada segundo - cinquenta e um... cinquenta e dois... cinquenta e três... cinquenta e quatro... cinquenta e cinco... cinquenta e seis... cinquenta e sete... cinquenta e oito... cinquenta e nove... sessenta, um minuto - de maneira torturando e te corroendo. De muitas formas as pessoas tentam expelir alguma coisa, como eu tentei agora, nessa frase.
"Hello there, the angel from my nightmare
[...]
And in the night we'll wish this never ends
We'll wish this never ends
[...]
Where are you and I'm sorry
I cannot sleep I cannot dream tonight"
Mark Hoppus & Tom Delonge
22 dezembro 2008
21 dezembro 2008
Apenas fico parado.
No meio da floresta vazia, sombria. Seus galhos dançando ao sabor da brisa gelada e criando pequenos barulhos e chacoalhos das folhas caindo ao chão. No meio do nada, do bosque, sentado, ali, me contendo de agonia e medo.
De agonia e medo.
De agonia e medo.
De agonia e medo.
De agonia e medo.
E só.
Vou preparar um café para ver se a dor de cabeça passa.
20 dezembro 2008
Porra! Não venha, não. Olha, tô acordado, porra, esquece de mim.
Sempre foi assim. Será. Se constrói bem devagar e você não pode retornar isto. Você se perde de maneira sutil, não percebe como isso acontece e quando acontece não sabe porque isto aconteceu. Você não consegue se livrar de seus problemas, seu coração não escuta mais aos seus comandos. E aí, cara, se fodeu.
A ladeira íngreme do coração até sua mente não é tão simples de se fundir. É necessário muito esforço nas pernas dos pensamentos. É difícil... é difícil. Tem que pensar muito, se questionando: vale a pena? Vale a pena? VALE A PENA, CARO AMIGO?
Se vale, se fodeu mais uma vez então, haha! Porque não vai ser fácil. Se fosse ruim tava aí, na merda, facinho, facinho pra você pegar e conseguir. Porque o que não serve você acha fácil.
Não deixa, não deixa se esvair. Não vou me rebaixar, mas peço por favor. Não entre fora, caia dentro mesmo, aceite os defeitos porque nada vai sair tão perfeito. Olha se consegue ir mudando devagarinho, porque aí o negócio é mais agoniante, mas menos impactante.
Porque o impacto dói. E a agonia... ela agonia mesmo, né, porra.
Agonia pra cacete. Tem gente que não guenta ficar com essa agonia e aí vem procurar aquele (ou aquela) amiguinho benfeitor para ajudar a superar. As vezes supera. As vezes não. Então o que acontece é que amigo que não serviu - é verdade! -, pois quando você não consegue é porque você tem fraqueza. E pra ser forte alguém dá um empurrãozinho. Se aquele (ou aquela) não conseguiu, veja o que o outro diz e vai pingando de amigo em amigo até conseguir fazer o que você não consegue sozinho. Seguir em frente.
Mas fazer o que, tô acordado aí, tô esperando o sono chegar.
E chegará?
19 dezembro 2008
Desfaçam os asfaltos,
Retirem o encanamento e a iluminação.
E descontruam as cidades.
Desfaçam as montanhas,
Sequem os lagos, os rios, os mares.
Guardem as flores,
Retirem as árvores
Guardem todas no depósito.
Apaguem o Sol,
Apaguem as estrelas
Tirem a Lua da noite.
Não quero ver mais aquele coelho.
A noite não deve ter mais brilho.
Fecham os sentimentos, os amores,
As paixões, as dores,
Perdoem os desonestos e os honestos.
Recoloquem todos os humanos, na caixinha.
Rearrumem tudo.
Desfaçam tudo.
Tirem a terra até ficar a casca.
Porque nada mais faz sentido.
Desisto. Desisto em acreditar que talvez, quem sabe, as pessoas sejam realmente pessoas, ao invés de puro orgulho, corrompidas pela infidelidade e ainda tem a ilusão de achar que isso faz parte da vida. Perdem-se completamente nos seus pensamentos decadentes, sem nenhum senso de noção do certo e o errado.
Desacordados com a vida, iludidos com as sensações que o mundo a concedem, tentam se esquecer desse peso nas suas mentes corrompidas.
Não posso fazer nada. Quando um quer nenhum vai.
17 dezembro 2008
O que mais me impressiona nisso tudo vem da falta de amabilidade em nós mesmos. E viajamos em nossa maionese de pensamentos com tantas situações melosas relacionadas aos nossos parceiros que quando consideramos colocarmos em prática, acreditemos em nós mesmos de que isso não se deve acontecer. Ou de que não é aceitável. Nós temos medos de nossas vontades e nossos desejos. E novamente nós procuramos para aquela fonte totalmente não confiável: a sociedade. E nela começamos - novamente - a se basear nas vontades e desejos adequadas a nossa cultura local e social.
O péssimo das coisas, é que estamos se sentindo corroídos por dentro e sentimos esta terrível sensação, mas não voltamos atrás. Pior em pensar de que sabemos o que significa e não conseguimos voltar atrás, seria mais torturador do que a situação que estamos agora. E é daí que vem aqueles que procuram fugir da realidade, usando dos mais diferentes tipos de drogas. E eles as utilizam pelo peso que a sociedade impõe, ou melhor, corrigindo, do que nós deixemos que a sociedade imponha sobre a gente, já que não encontramos nem uma pessoa que aceite nossos desejos e vontades considerados - geralmente - vergonhosos. E com essas drogas eles realmente fogem da realidade. Encontram-se no mundo fictício e não tem vergonha de suas sensações e assim, aquele sentimento de prisão é rompido por algumas horas e você fala as besteiras e sente a vontade que quiser. Se sente leve, porque nada te prende, nem a vergonha, as pessoas rindo ou não de sua larica ou de sua viagem tridimensional de que a droga lhe proporciona. O fato é você atinge a coragem de falar o que sente.
No entanto, contudo, é de grande interesse meu continuar a insistir do quão ridículo conseguimos ser, construindo fatos apenas para podermos criar imagens definidas por nós, para o nosso caráter.
Impressionante como conseguimos dormir.
E nós conseguimos realmente dormir?
05 dezembro 2008
criaram imaginariamente sobre
27 novembro 2008
21 novembro 2008
Sem Ego
16 novembro 2008
Com Ego
15 novembro 2008
08 novembro 2008
Os seres humanos não conseguem enfrentar a vida.
Se iludem e têm medo da realidade. Tem medo de enfrentar a verdade já que o mundo que eles criaram em sua cabeça não é o que realmente acontece. E daí, nos perdemos em um facismo ridículo para algo. Criamos maneiras de evitá-las, tudo para sentir essa dor, este sofrimento.
Se não há sofrimento, em que mundo você está?
Para não existir sofrimento, ou não existem pessoas ou elas não interagem, não há vida.
Pois a vida é ter prazer e sofrer.
Lembrar e esquecer.
Fazer silêncio e gritar.
Sentir e não sentir.
Ser chato e legal, grosso e educado, rude e carinhoso, alegre e triste, sorridente e chorão.
Viver é estar passando por todas as etapas da vida.
É transformar, ficar imutável, correr atrás de sonhos e erros, se arrepender e ficar decidido.
Se você tenta evitar isso tudo, você tenta evitar de viver e o sofrer faz parte do viver, tanto quanto o ter prazer. Não devemos evitar isso, já que, se só vivessemos de alegria, seria muito chato.
O mundo está aí para conquistarmos e sentirmos tudo que deveríamos sentir.
Tudo, mesmo.
03 novembro 2008
28 outubro 2008
Talvez para fazer com que as pessoas se sintam importantes,
Enquanto em armagura irei ficar.
E o húmus cubra meu coração de merda novamente.
A mente escorre a lambaça que deixa e,
26 outubro 2008
A loucura me pegou de vez
Não me vejo em qualquer lugar,
Algum lugar tenho que estar.
Destino ou sorte,
Nada mais importa nesse turbilhão
De casos de vida ou morte,
Meu coração,
Encontra-se em realmente
Solidão.
E por isso conheço muitos,
Muitos desconheço mas respeito,
Outros nem nunca vi,
As ruas, becos, vidas, idéias,
Pensamentos que surgem
Tudo está por vir.
Deixamos que venha.
É uma coisa boa,
Mas se fosse só boa, seria má,
Já que tudo de bom não tem graça,
Tem que amar,
Tem que se magoar,
Se agoniar, sentir, amargurar,
A vida não é só ficar
No desejar.
Eu não tenho boas idéias,
Não escrevo bons poemas,
Quanto mais boas relações,
Chuto em viver sem desilusões.
Não me enxergo com todos,
Nem me vejo sem ninguém.
Nem me vejo sem você,
Você. Sabe como é, o luar,
Brilha alcançando o horizonte,
Caminho brilhante do mar,
Do horizonte a praia,
Da praia até não ver mais.
Cheia, vazia,
Solta no espaço do céu,
Onde todos conseguem ver com o mesmo olhar.
E esse espaço cria um véu
E minha mente esta pronta para viajar.
Acorda em florestas
Sendo que dormiu em um altar.
Vejo a Lua na avenida
E o carro no ar.
Nada é certo e minha loucura tem sentido
Nada é bonito se for apenas visto.
Que idéias,
Quais idéias que serviriam para vocês?
Nenhuma delas terão sensatez,
A sua sensatez,
Pois no meio da minha loucura com senso,
Mas sem medir alturas, sem ter vez,
Não servem para ninguém.
Só para mim,
De mim para você,
De você só tenho a mim,
E em mim só penso em você.
Aquele terreno adentrado,
Que barulho você ouviu?
Um corrégo ou um lago?
Os rios nunca serão os mesmo.
I.
Nem suas inspirações terão as mesmas pedras,
Nem suas poções de espumas serão aquelas!
Os mergulhos,
Ah que mergulhos pelas flores belas,
Cercando o rio e sua correnteza.
II.
Em seu brilho,
Uma cor branca,
Será ali um coelho,
Meu querido?
Procuro ver,
Morro... renasço para tentar rever
Os momentos que deixei de fazer
Para poder conseguir o que não poderia ter.
Que coelho,
Se for um, milhões aparecerá,
A sua reprodução é fácil,
Ela se espalha rápido,
Apenas dois coelhos,
Formam uma manada,
De amores distribuídos por aqui,
Por aculá,
Em qualquer lugar.
III.
Não vejo coelho algum.
Sabe, sempre será assim,
Nunca conseguirei encontrar nada distribuído para mim.
Mas será porque não quero dividir
Tudo aquilo que consegui?
Não percebo, nem sei analisar,
Nessas horas
Tudo pode ser, tudo pode dar.
Continuo caminhando esperando um caminho certo
Aquele que me leve em algum lugar,
Onde eu sou alguém.
E você realmente existe.
IV.
Costumeiro,
Uma sátira:
Vivo, desvivo, "num" vivo,
Sinto, pressinto, sempre minto
Quando quero algo em meu ressinto,
Mas nunca, nem sempre
Deixo de assumir o que eu pinto em meu olhar.
Ordem
Corta-me o vento gelado que envolve meu coração.
Destrói-se então o calor,
A chama que acende a emoção.
Distancio-me, distacio-me,
Cada viagem ao longe,
Nunca volto ao que estava antes.
Busco em ordem,
A desordem para poder provar que a minha,
A minha talvez ignorante desordem,
Seja uma real ordem.
14 outubro 2008
Viajante Sombrio
Viajante Sombrio
Nem tentam,
Nem se contentam,
Sem dor,
13 outubro 2008
11 outubro 2008
07 outubro 2008
06 outubro 2008
05 outubro 2008
30 setembro 2008
28 setembro 2008
20 setembro 2008
12 setembro 2008
percebe-se?
10 setembro 2008
Viajante Sombrio
08 setembro 2008
29 agosto 2008
08 agosto 2008
Outro prisma.
em outro prisma,
que estranho,
porque tantos assim?
outro está florido.
outro floriu,
e mais está florindo...
carência, carência,
acorda pra consciência,
rapaz.
olha seu coração.
cheio de solidão e confusão.
06 agosto 2008
Prisma.
compartilha um arco-íris,
olha, olha, todas as cores vindo,
está florindo.
meus pêsames meu querido.
vamos nos controlar, volte até mais, até logo.
cores voltam ao normal.
tire o prisma e vê.
tem que saber mexer.
02 agosto 2008
Viajante sombrio.
Levantei e percebi mais o quarto obscuro. Eu estava nu e coberto e minhas roupas eram as quais a mulher estava lavando. Ela nem percebia, estava coberta pela parte apenas de baixo com uma saia e sua camisa estava sobre a mesa. Via suas costas nuas e lisas, perfeitamente alinhada. Seus cabelos negros escorriam até os ombros e talvez caissem mais na parte da frente. Provavelmente uma prostituta. Mas tanto faz para o viajante sombrio. Ele estava vivo.
01 agosto 2008
Viajante sombrio.
Seus sonhos... bem, seus sonhos eram nenhum nada demais, nem super desejado assim. "Na vida não se deve ter expectativas" dizia. "Pois sempre o que acontece é o que não espera, assim, ao desejar o pior e na hora acontecer o que voce gostaria que acontecesse de melhor, finja estar surpreso".
O viajante sombrio, com suas velhas botas doadas por um soldado da alta escala religiosa, as cruzadas, sua espada herdada da família, com o sobretudo e o cajado, caminhava sempre na direção certa. A que não tem fim. Viajava, viajava, vivia de barganhas e carnificinas até que um dia, em das suas caóticas visitas a uma taverna, ele recebe três facadas por um velho fajuto.
Cai no chão onde se espalha sangue a espera de sua morte.
31 julho 2008
Sem vida [2]
roxo, preto,
escuro, mofo,
podre, sujo,
fechado, noturno,
guardado, profundo,
num mundo resguarda,
a minha alma.
27 julho 2008
25 julho 2008
24 julho 2008
andava em becos arrastando a minha alma,
que de várias cortes e cicatrizes tinha pelo açoite,
açoite da vida.
uma chuva que cai do céu,
aquela nostalgia,
tudo era negro, luzes amareladas,
e a mente rugia,
por gritos.
rugir por gritos,
gritar com um rugido.
o leão daquele coelho,
por dentro daqueles pêlos,
existia um ser nibido e inibido.
destrói, corrói, aflinge.
sentir um corte,
sentir um choro, uma melancólia,
sentir tristeza, ódio,
sentir açoite, o corte,
sentir a morte.
monumento funenário,
meu rosto sorrindo na lápide,
minha data de nascimento com a morte indeterminada.
amanhã, depois, de noite,
agora.
vou esperar a morte,
pra que me mate e vá embora.
um por-do- sol vermelho,
o céu e o inferno num lugar só,
o vazio por dentro se esvaindo.
que alívio, que alívio,
mas ao olhar, não era sentimental,
era sangue saindo pelo açoite tomado pela alma, feita pela morte, sentida sem nenhuma sorte, sem sorriso, música, melodia, estrofe, cifra, silêncio, nem paz.
viver sofre.
23 julho 2008
nunca precisou!
nas difamadas frases sobre o amor!
você nunca usou
com maior sinceridade.
claro que não,
sei que não,
eu percebi,
nem amigo eu sou,
nem colega, ou conhecido,
apenas mais um despercebido!
por mais inveja que matasse,
eu tenho de você,
por achar que conseguir te entreter.
coitada, morra.
esnobe.
22 julho 2008
21 julho 2008
16 julho 2008
A nossa verdade
Pessoas vivem, pessoas morrem,
Algumas até sobrevivem,
Todas num curto período já dizem:
"eu vivi bastante"
Elas se acham experientes,
Acham que está madura a mente,
Mas quando vem o perigo a frente,
Correm para um amigo que lhe console.
Todos vivem em função de sociedade,
Mas dizem viver em função adequada a idade,
Outros em função do amor, mas todos sabem,
Que nós vivemos em função de nossa verdade,
Só não sabem, que sabem,
E essa verdade se esconde,
No coração da humanidade.
Vejo
não consigo ver nas pessoas,
o que elas querem ter,
mas ao pensar,
eu percebo que eles sempre pensam a mesma coisa,
nas suas palavras,
sempre saem as mesmas intenções,
nas suas boas ações,
sempre tem duas interpretações.
ao imaginar,
que alguém é aquilo,
eu sou isso,
e você piriquito,
nada disso tem sentido,
já que todos,
tem os mesmos valores e princípios.
a procura de se diferenciar,
caracterizar, transformar,
e não mudar a forma de pensar e desejar,
não faz você ser único,
desigual, muito melhor,
ou bem pior.
porque você é igual todos em querer,
amor, amizade, felicidade, não importa.
não há conceitos seus em você.
20 junho 2008
Pesadelo
não me acho, onde está a laterna ligada?
um feixe de luz salvo,
atrás da minha cabeça.
não consigo me mover,
não me encontro, onde está minhas mãos,
meus dedos, meus pés?
um tremor em mim, me faz sentir,
que existe algo dentro de mim.
eu ouço vozes, mas não consigo discernir,
é homem, mulher, ou está dentro de mim?
ela vai se apropriando a características especificas,
aquele tom de voz diferente,
isso me faz identificar, que não sou eu.
pesadelo.
sempre na dedução diferente,
varia, a cada ida e vinda.
nenhuma condiz com o que a mente quer.
ocultadoras.
pensamos em falar,
não agimos, no querer.
a vontade de esquecer
o que deixamos ou acabamos fazendo por fazer,
desconfie,
nunca deixe de duvidar.
falsários.
todos são, e a maioria não sabe.
quem sabe, é esperto,
quem não sabe é no incosciente.
mas todos,
a procura de ocultar o que fazem,
e a mostrar o que pensam.
idealismo não se vende,
não se faz,
se transforma no que você procura deixar de procurar.
no que voce procura esquecer, ou não ter que fazer.
idealismo é formado por atos que já fizeram parte,
parte de voce algum dia,
um pedaço. pedaço que sai para o pensamento idealista.
sofrer.
o que todos nós tememos, e nunca esquecemos.
não se sofre sem querer,
apenas se você quiser sofrer,
vai ter o que você precisa.
as pessoas incoscientemente precisam sofrer.
nem todas procura, mas querem um dia sofrer,
mesmo não querendo, o incosciente,
julga merecer.
e então, não se volta atrás.
na vida,
as palavras da vida, na vida,
não tem sentido, já que falamos tudo
que tenha relação a morte.
na morte,
é onde tem o maior medo,
apesar de que é o único sem sofrimento,
você não sofre com o depois,
você não conhece o depois.
o maior medo de morrer,
é o maior medo de perder o que você tem agora.
depressivos não são suicidas.
eles não tem nada, para que temer?
não tem o que perder,
nós achamos que temos.
temos medo de perder o materialismo
e tudo que tentamos ter.
tudo que tentamos criar,
nada disso vai adiantar,
porque, obrigatóriamente,
nós vamos morrer.
mas só queremos morrer.
quando tivermos tudo,
tudo que imaginamos ter.
é seguidamente um ciclo vicioso.
realidade contra surrealidade.
ou a surrealidade é a realidade,
e a realidade é a surrealidade.
tememos ver o que não podemos enxergar.
tememos enxergar o que alguns não conseguenm ver.
um pelo desconhecido,
outro, pelo não ser tão comum.
nada diferente faz sentido a nós,
porque o criamos,
é o mais seguro para todo o mundo.
e o mundo, não é você.
mas você pensa que é.
17 junho 2008
A vida é bela
flores cheirosas,
matas verdes,
crianças mortas,
mulher estuprada,
olha, o passarinho e o ninho,
coisa linda,
uma motosserra na árvore,
destruindo aquela terra.
maravilhas aquele céu,
tem um avião... tá vindo pra cá?
olha, caiu naquele arranha-céu.
crianças morrem de fome,
que banquete tem na minha mesa,
nunca tinha comido caviar com calabresa.
e a vida é bela.
14 junho 2008
Cecília
vaidade indefinida .
escondida entre os mais tecidos e máscaras da timidez,
a menina de olhos pequenos te olham mais de uma vez,
nao sabe ver em que sentimentos os olhos querem mostrar,
da menina dos olhos pequenos e cabelos negros .
ao encurtar os pés e falar pouco sobre seus convés,
esconde seus incomodos, rir pra si mesma, talvez .
cantarola as musicas por quais se identifica,
acredita que nas melodias,
talvez encontre fases de sua vida,
que em suas letras, escritas por verdadeiros poetas da escrita,
demonstrem os sentimentos imbutidos daquela menina,
dos olhinhos pequenos que te olham a cada sua distraída,
querendo esconder, mostrar ou nao fazer perceber,
o que aquelas musicas e seus olinhos signifiquem para sua vida .
13 junho 2008
09 junho 2008
Palavras oriundas, vazias,
Dissertações, profundas, reflexivas.
Ao nada.
Mundo.
Mundo onde as palavras ecoam ao vazio,
Pessoas amaldiçoadas pelo profundo frio,
Escondido no seu coração,
Por não mais sentir mais nenhuma emoção.
Nas oriundas palavras,
Busca sentido das malditas ações,
Que hoje corrompem os corações...
Da humanidade.
Mas que porra nenhuma!
Nada tenho ver com essa vida,
Nem com a sua,
Deixa eu dormir na minha cama,
Ver tv, assistir uma trama.
03 junho 2008
Algo
Consica,
Destemida mente,
Arregaçada,
Cansada,
Desregulada,
Eminente,
Na caçada,
A procura,
Ficcionada,
Por um motivo,
Que te acalma,
Diante das vida,
Das destruições,
Das ilusões,
Em que um dia,
Há um puro coração,
Onde amor,
Vence sempre,
Há um louvor,
A amizade e confiança,
Mas nada disse vive,
Nesse mundo, não existe,
Algo que nos dê agrado,
Desconfie de todos,
Até desse poema,
Ou do parceiro ao seu lado.
02 junho 2008
Encontro
Acordei com pé esquerdo. Ao olhar meu flat de relance, percebi a bagunça que estava e fiquei com preguiça de procurar o jornal. Deixei de ler e fui fazer o chá. Encontrei o maço de cigarros no armário de temperos. Tirei um e acendi enquanto fazia o chá. Precisava encontrar minha roupa. Voltei novamente para o quarto e abri o armário, onde botei uma calça social azul, por cima do pijama, encaixei o cinto e botei uma camisa também social, mas branca. Me virei para a cama. Ali não estava. Olhei por debaixo, na cabeceira ou na escrivaninha cheia de papéis. Não o vi. Cadê minha gravata, meu terno? Procurei aos arredores, fui no sala e cozinha ao mesmo tempo, só roupas comuns no sofá, pijamas na antena da tv, nada, nada de palitó. Desisti. Fui fazer meu chá.
Aprotei o chá, sentei no sofá, liguei a televisão. Não passava nenhuma coisa que de interessante. Surgiu um livro debaixo da tv, de capa preta. Abri para ler, sem muito comprometimento, folheando as páginas devagarinho. Um pedaço de papel. A data, o horário, o local. Sinto uma ponta de suor, escorrer da minha testa até meu queixo e percebo que meu nervosismo já está comigo antes de eu mesmo sentir. Levanto-me. Meu palitó tem que estar aqui.
Ele estava embaixo do armário do banheiro. Foi fácil achar, deu vontade de ir no banheiro quando comecei a procurar, logo quando deixei o livro de capa preta em cima da cabeceira do quarto. Peguei o livro com a mão, busquei meu relogio na gaveta, pus no pulso, fui em direção a porta, meu sobretudo me esperava lá e saí. Não dava tempo de ir de metrô, o local não era tão acessível por isso peguei um táxi. Atravessei a rua procurando minha carteira que por um momento deixei escapar a lembrança dela ao lado da xícara de chá.
Quando retornei a rua novamente, dobrei-a rapidamente. Andava com velocidade, tinha que chegar a tempo, não sabia que isso já tinha chegado. Tenho que me apressar. Corri praticamente as escadas do beco, quando um táxi passou exatamente na minha frente. Chamo-o deseperadamente. Torrie Effiel, eu aviso rapidamente, ele acena com a cabeça e começa a dirigir.
Salto na entrada da praça, e comecei a caminhar com pressa que era onde eu tinha parado no ínicio.
Hoje era dia domingo, estava de férias, início de ano, deve ter uma multidão com trocentos turistas, barbudos e lambusados de comidas francêsas entre os pêlos do rosto, aquela velha filmadora preso no pescoço, com um chapéuzinho de sol e a padrão camisa regata florida. Encontrei o que se encaixava exatamente com minhas expectativas. Turistas.
Depois de uma análise rápida encontei um local com menos gente, perambulando por aí, falando sobre coisas geninais por qual não vejo graça nenhuma. Sento-me num banco próximo, procuro o livro de capa preta no sobretudo e no instante em que iria abri-lo, um turista pergunta onde poderia ter um almoço bom. De maneira gentil respondo rapidamente que na esquina existia um pequeno bar com petiscos maravilhosos que deveria experimentar lá e finjo estar lendo o livro, pois, rapidamente abro numa página qualquer e começo a encaminhar meus olhos de uma lado para o outro. O turista sai, percebe minha falta de paciência em responder suas perguntas.
Eu estava ansioso, contava dentro de mim os dias para chegar o momento. Pensava no que fazer, e esquecias nos meus copos de uísques e cochilos enfrente a televisão. Não procurava muito modificar o fato, já que minha displicência é completa. Meu trabalho nunca foi tão divertido nessa época, esquecer do tempo, o tempo passa. O tempo corre, esqueço do tempo e esqueço da vida. Papéis, caneta, papéis, caneta, riscar, rabiscar, tudo isso se tornou um analgésico. Depois de 3 meses aguardando o hoje, me encontraria com ela, depois de uma briga. Correu de casa chorando, por uma besteira, cíumes, desconfiava de mim e aquela reclamção de sempre sobre o meu desleixo. Aqui, ela apareceria e eu pediria desculpas e mudaria tudo.
Mas não foi ela que apareceu. Um homem de terno preto e gravata vermelha aparece andando apressado segurando uma maleta de couro e suava muito. Quando me viu, acelerou mais ainda seus passos e sentou-se no banco limpando com a manda da mão a testa ensopada. Um bom dia foi falado rapidamente ao mesmo tempo em que abria a maleta com feixes prateados fazendo um 'clic' como barulho. Ele abriu a pasta, tirou alguns papéis, um caneta, mais alguns papéis e me entregou.
Um divórcio.
Imagem
A imagem não lhe faz efeito,
Faz sim,
Dependendo de quem a passa,
Tudo trasmuta e você também,
É bom aceitar.
A imagem faz efeito, faz sim,
Não importa qual ela é, qual ela fez, ou por quem fez,
Alias, importa sim, por quem fez,
Importa e não importa.
A maravilha das palavras entorta ou desmonta a confiança e paixão de anos em atuação.
Cuidado, cuidado com elas,
Podem te matar, te conquistar dependendo do que irá falar.
Imagem importa sim,
Imagine uma amizade destruir a sua imagem.
Algo de errado está aí,
Porque as pessoas elogiam a quem estão andando por aí.
Imagem importa sim, e não importa,
Se for aquele velhote, ou aquele jovem da esquina,
Que fica falando mal de todos ou só de sua imagem,
Talvez porque deseja ser igual ou porque não tem coragem,
De tentar formar alguma imagem.
24 maio 2008
23 maio 2008
Riso irônico
Oh querida, não se preocupe com o significado,
Não entenda minha risada, que de fato
Te incomoda.
Rirei sim,
Ria também, de tuas barganhas,
De tuas façanhas para me manipular,
Irônia sim em pensar,
De que está ali para ajudar,
Por que não pra se ajudar?
Ri novamente,
Quando não convém com o momento,
Se irritam por não valorizarem o seu momento,
Mas eu o valorizo?
Seria magicamente lindo,
Se você flutuasse,
Ou as águas do mar se abalassem,
Quando suas frases soassem
Nos ouvidos das pessoas.
Mas são apenas frases,
Letras e conselhos,
Ditas por seu próprio eu,
Procurando se defender
E manipular o que deve ser e ter,
Tudo pelo seu agrado.
Convenhamos!
Hahahahahahahahaha,
Ria querida, ria!
hahahahahahahaha....
11 maio 2008
Diário do Andarilho
A história contava sobre um grande sábio. Um sábio que conquistou muitos seguidores. Ele se tornou famoso no reino e era considerado uma das pessoas mais importantes da época. Com apenas uma média de 40 anos ele já tinha conquistado quase todo o continente. Foi construído uma cidade sagrada em qual ele vivia.
Este sábio então assegurou e ajudou muitas pessoas. A cidade foi construída e ele estava em todos os detalhes. Na celebração da construção, o sábio, chora. Milhões de fiéis se encontravam diante dele e estavam observando a atitude do profeta. Alguém então, gritou:
- Por que choras mestre? Pela satisfação da cidade? - pergunta um fiél na multidão.
- Não. - responde secamente o sábio e continua em seus prantos e soluço.
- Então choras por ter conquistado milhões de fiéis? - pergunta outro.
- Não.
- Por ser considerado um dos mestres mais importantes do continente? - insiste o segundo fiel.
- Não.
- Então por que estás chorando?
O mestre então se pôs diante de todos que pararam a celebração e, por um momento, voltaram-se para ele, aguardando a sua resposta. Assim o mesmo, disse:
- Choro por minha mulher nunca ter me perdoado por ter saído de casa.
09 maio 2008
Diário do Andarilho
Assim adivinho. Adivinho vendo essa pequena definição que você quebra. E apenas questiono, porque, para que, como. Isso o caracteriza como pessoa. Mostra seus problemas, suas qualidades, apenas por estas poucas/muitas definições que você quebra do igual.
Que tal hoje acreditar em sentimentos e brincar no parque dizendo que a definição criança é apenas em ação e não em mentalidade?
04 maio 2008
Tic Tac
Comédia. Irritação, inquietação,
Tic tac.
Não consigo dormir com esse cérebro fervoroso.
Ah, que sentido eu sinto, no sentir a saudade.
Que sentido eu tenho ao sentir frieza que percorre meu corpo.
Que caminho eu devia seguir, asfaltado, esburacado.
Qualquer pedra em qualquer caminho, faz o carro ser desviado.
Desvia ao cair no derrareiro, ao bater na árvore,
Simplesmente ao entrar na contra-mão, entrar de frente com outro.
Bater de frente com outro, problema é.
Se machucá-la, pior ainda. A culpa será minha.
Ao bater, se bater, serei obrigado a chamar a emergência.
Se a pessoa não tiver capacidade, ou até causar morte.
A culpa será minha.
Tic, tac.
Só em meu carro tem isso.
O carro que percorre o caminho.
Rebaixo ele, envenenado e saio tirando onda como o melhor,
O melhor de todos os carros.
Mas é um Uno envenenado.
Um Stilo normal vale mais.
Tic, tac.
Não vem do relógio.
Não tenho horas.
Ele geme, isso traz insegurança e...velhice.
Geme, balança,
Tic, tac,
O barulho do motor desgastado.
Que comédia,
Acreditar que vale muito esse carro,
Que irritação,
Ter que ouvir esse barulho,
Tic tac,
Toda hora.
Que inquietação,
Andando na estrada de asfalto ou esburacada,
Tanto faz,
Ao depender da pedra eu bato do mesmo jeito.
28 abril 2008
Diário do Andarilho
Acordo para ir em direção a praça. Ao chegar lá, recito poemas e frases bonitas de livros que já li para receber trocados. O dinheiro é todo gasto em bebida em um bar. Volto a dormir. Todos os dias são iguais.
Tudo isso pelo fato que me ocorreu a um mês mais ou menos. O cigano me pega de surpresa. Ele se aperfeiçoou de mim e eu me acustumei com ele. Fui humilhado por ele e por mim mesmo. Por mim, por ter errado em achar que ele não faria nada surpreendente, fui egoísta. Por ele por ter me pego de surpresa, claro. Agora vivo meus dias assim. A solidão convivendo comigo.
A cidade já estava acustumada com minha personalidade que de repente mudou. Brigas e mais brigas, anti-social, grosseiramente chato. Todos se assustam ao meu a redor e pouco me importava com isso tudo. Desacreditava por tudo que já acreditei. Deixei de escrever. Voltei a alguns dias por paixão, e não por fé. Continuo como estou mas vivo por escrever. Minhas poesias do bar saem horríveis. Mas as pessoas choram, com que razão? Poemas fétidos que os escrevia quando não estava são. Teve um que me deu dinheiro para beber por uma semana. As vezes penso o quanto sou ainda egoísta. As pessoas também devem sofrer com os mesmos problemas ou piores que o meu. Não me importo.
Na verdade, deixa eu tomar meu vinho. Mais um dia igual.
Prazer...?
Brisa gelada ao meu rosto.
Uma fita de sangue lhe cabe ao rosto,
Prazer.
Caminho ao barulho da neve,
O afundar de minhas botas.
As brancas árvores que têm
Suas belezas escondidas
Pelo fino gelo.
Sozinho, sem destino,
Sem vozes.
Prazer.
Sento-me na pedra,
Disperso em pesamentos,
Refletindo sobre algo e nada.
E percebo no que acontece,
E me indago:
Por que sinto prazer?
27 abril 2008
Alguém
E este alguém não quis ter outro alguém,
Por que então eu fiz isto?
Ao tornar ter alguém,
Me tornei este alguém, que também,
Não quer que eu me torne,
E qual meu propósito em fazer isso?
Eu sou ninguém?
Para querer ser algo que não sou,
Significa procurar algo que me identifique,
Um camaleão.
Este é igual as cores por qual passa,
Eu, então, sou igual as pessoas por qual passo.
Onde estará o meu alguém?
O meu alguém, que não é de ninguém.
Só meu, mas não o vejo.
18 abril 2008
Bolear o ser
Amizade, amor,
Tudo brincadeira.
Que ousadia, criar nomes para instintos.
Pesara em achar que tudo era lindo,
Que o mundo era cor de rosa,
Todos tem boas intenções, todos sorrindo
Diante das alienações do mundo.
Alguns se acham intelectuais,
Pensam que ler demais, fazem se tornar demais.
Alguns se acham bonitos,
Que ser desejado demais, o faz demais.
Tamanha estupidez, em achar que tudo
É tão fácil assim.
Tamanha estupidez em achar tudo de uma maneira tão... estúpida.
Procuram formas estúpidas de se comunicar com estúpidos.
Se entrosar.
Ao que pudes perceber, sou um assim,
Mas que rebeldia não querer ser.
Apenas tentarei... não mais viver
Querendo entender o que dizem crer.
16 abril 2008
Persistência de pernas dormentes
Caminhei e despercebido,
Caí num buraco, numa vala.
Aquele mesmo que desci
Da ultima vez que estava aqui.
Ninguém vem a me ajudar,
Teria mesmo que me virar,
O que fazia ali sozinho,
Não sei,
Porque estava só,
Não tinha a mínima idéia,
Apenas caminhava por alguma coisa por qual não lembrava.
Que pena, por causa disso caí aqui,
Numa vala escondida,
Onde ninguém imaginava estar onde está.
Só tenho algo dizer, a mim mesmo,
Diante da minha frieza, que seria:
Meus pêsames.
13 abril 2008
Sintonia
Estranhamente passou como da última vez,
Onde com outra já se apareceu,
Mas, vamos ver o que os seus olhos me dirá.
Será igual da ultima vez,
Onde com a outra teus olhos tinha dito?
Minha capacidade de enxergar o que já vejo,
Diante da íris por qual tudo se revela
É bom.
Mas não errarei no diagnóstico como da última vez.
Me custou um coração partido.
10 abril 2008
Velhas palavras sofridas
Para tentar decifrar as apologias da mente,
Pois o homem mente,
Ah, embriagações dos sentimentos,
Causam esta confusão,
Traz um desalento, uma reflexão,
E medonha ao meu ver,
De que homens não são confiáveis.
Quem ponderás a bondade e a maldade do homem,
Se o própria se contesta, se o próprio se manifesta
De maneira incontrolada?
Velhas palavras de uma alma sofrida,
As vezes há uma razão,
Simplifica com esta frase:
Todo homem mente.
09 abril 2008
Sozinho
Não recebo respostas de meus chamados,
Sou ignorado.
São ignorantes, grossos,
Titubeio então a falar novamente,
Pertuba minha mente.
Que em vão, proponho-me a pensar,
Se há algo que tenha que fazer,
Para me responderem.
Valores diferentes,
Cada um com seu Universo,
É melhor, como está,
Darei um valor real a solidão.
Opaco
Desânimos criativos.
Nada, tudo,
Amor, escuro...
Escuro... o escuro do coração,
Escute a alma e sua canção.
Opaco, está seu interior.
Sim, está a desejar,
Mas, ninguém deixar a desejar.
Valores diferentes,
Já que para mim, está a desejar,
O opaco.
Isso é oriundo do nascimento.
Nascemos assim,
E quando morremos,
Ficamos assim.
Opaco é oriundo da alma.
08 abril 2008
Vôo
Leve, atravessa o ar sem cortar,
O vôo leva tempo para estabilizar.
Dinheiro não é tudo
Só porque ganha dinheiro,
Diz que tem carro maneiro,
Casa mobíliada, uma lancha até,
Desconfio da sua qualidade,
Se isso pra mim traz felicidade,
Acredito na espiritualidade,
E não nessa farsa de quantidade,
De que o material é o mais valorizado,
Do que uma vida com o amado,
Ou amada,
Quem sabe isso até pode dar uma ajudada,
Mas com certeza não satisfaz
Os seus mais primordiais dos instintos,
Você sabe muito bem o que lhe digo,
É a amizade, o amor, viver sem medo,
Se entrengar a um amigo,
Se declarar a vizinha que você sempre quis um beijo.
Tá achando que terno te deixa mais bonito?
Que o palitó e a gravata te deixa mais atraente?
Acho que não,
Só se for para as mulheres só querem saber do ouro em forma de brinco,
Gente da sua laia, que não importa sua feiúra,
O que importa é o que tem no banco, no talão, no dinheiro,
Bote fé, ela não é crente,
O dinheiro que ela pede não é pra ajudar instituição carente,
Aqueles seios não são naturais,
E não são virgens, já foram pegos por muita gente,
Gente da sua laia, que não importa sua feiúra,
Tem que sustentar essa mulher que se finge de crente
E alguns meses depois se torna viúva.
Por que será que todos que casaram com a mulher de Deus,
Foram lá visitar o Senhor?
Quem sabe ela convenceu de que acima de tudo,
É o amor,
Ou falou que a fé vence mais do que ter talão de cheques,
Mas saiba lá Deus, que já conheceram os falecidos,
Que usavam o terno, o palitó e a gravata,
Que achavam que eram atraentes e bem bonitos,
Descobriu porque quiseram deixar a mulher com todo o dinheiro.
Não esquenta, eu sei que agora você entrou em desespero,
Não sabe o que fazer com tanto dinheiro,
Já que não é mais isso que você valoriza,
E sim uma boa mulher na sua vida,
Só não seja besta, não dê tudo que você tem a ela,
É melhor salvar crianças carentes,
Do que deixar que ela use tudo em cremes.
Quer dizer, é melhor trocar de mulher
E conhecer alguém que não saiba nem do seu dinheiro,
Que te conheça sem o terno, sem qualquer apetrecho,
Que veja quem você é realmente,
Que o valorize não pelo que você têm,
Mas pelo que você é,
Bom, isso já é meio difícil, já que você sempre foi um mané!
É quem procura a vida no dinheiro,
Perde o direito de viver sem receio,
Todo mundo que chega perto,
Você já acha que é algum esperto,
Que deseja pegar a sua grana,
Ou que deseja te deixar em cana.
Por isso sou feliz,
Mesmo não sendo rico,
Eu sei que é melhor do que viver
Com medo de que o meu próprio amigo,
Suma com o dinheiro e a mulher que vivia comigo.
Mente limpa, uma pessoa tranquila,
Isso é o que eu sinto,
Não me preocupo com o que não tenho,
Nem o com o aluguel,
Eu vivo sabendo que tenho que trabalhar,
Para conseguir o que eu preciso,
E isso vai satisfazer minhas necessidades,
E não terá ninguém que se interesse
Pelo meu carro sem ar-condicionado,
Pelo meu cabelo roliço,
Pelo meu corpo redondo.
Sou apenas um homem que valoriza as coisas boas do momento.
03 abril 2008
Armário Mental
Range a porta ao ser aberto,
Muito mal usado,
Pouco utilizado, então,
Nao guardarei aí minhas roupas.
Minhas coisas antigas estão aí,
Aquela velha moda, me sentia bem,
Não sou mais aquele que já fui,
E nem serei mais o que estou sendo agora,
Passa, modifica.
Ao ranger, outra porta é aberta.
As gavetas, guardados os objetos, momentos pequenos,
Aquela meia suja, que tenho vergonha de mostrar,
Dou risadas daquilo que já tive vergonha,
Tenho vergonha daquilo que irei rir ao futuro próximo,
Passa, modifica.
Poderia limpá-lo,
Renovar minhas roupas,
Usar as mais antigas, que tal
A moda que eu me adequar melhor.
Poderia me sentir bem como eu me sentia,
Mas me sinto bem como me visto agora,
Qual a intenção de se sentir bem como já me senti
Se sinto bem com o que eu estou sentindo agora?
Confuso, fico, qual a diferença?
As roupas antigas, as novas,
Novos estilos, antigas gírias
É, temos medo de nosso passado,
Escondemos nossos erros
E nao queremos adivinhar o nosso futuro,
Não comentamos do que acontenceu,
Como não podemos comentar do que não aconteceu
As vezes choramos pelo que já ocorreu nesta vida,
Choramos sem saber o resultado de um exame,
Quem sabe a morte, quem sabe a vida
Medo, medo, medo!
Coragem só existe, se existir o medo,
Dizer que existe imperfeição
É justificar que existe perfeição,
Mas se não existe, nao há,
Se não há, não tem o que preocupar-se
É este instinto que desperto ao relembrar,
O que encontro nas gavetas,
Nos cabides, no ranger da porta.
O medo de mostrar a verdadeira face.
Toda a vida da dicas para mostrar
O que verdadeiramente sou.
Assim ocultamos parte de nossas vidas
Buracos ficam nas histórias
E nada podem identificar,
Os outros, os amigos, os pais,
Nem eu.
Molecagem
Imaturidade proclamada, ações incovinientes,
Risada, façanha, molecagem,
O que procura diante destas faces?
Ah, tamanha sem vergonhice!
Beleza infinita não adianta,
Sua atenção precisa ser suprema.
Olha isso! Que meninice...
Não adianta avisar, nem conversar,
Que cegueira, que insensatez,
Mas que besteira, avisar!
Vê as maluquices.
É, não tem jeito,
É, esquece.
Ali sempre será criança, de qualquer jeito.
02 abril 2008
Olha o garoto,
De bicicleta vermelha e azul,
Desbotado,
Vestido com calça jeans, chinelos e camiseta,
Passa pedalando em direção a Orla,
Pois, quer
Ouvir os ventos do mar
Misturada com o barulho da brisa,
Das ondas caindos seguidamente,
Seguidamente e seguidamente,
Ele, o garoto,
Procurando um lugar para se identificar.
30 março 2008
"Idéibelos"
Descem em tufos e mais tufos, penso que,
Passei muito shampoo.
Tentei amacia-lás, deixarem bonitas e coloca-lás em apenas uma direção,
Processo errado.
Elas agora descem pelo ralo.
Devo colocar idéias sintéticas?
Aquela que compramos na loja,
É apenas coloca-lás na cabeça e pronto,
Tão bonitas quanto as anteriores.
Mas ao conhecer alguém de perto,
Descobrirá que são sintéticas,
Que são apenas uma farsa.
Minhas idéias descem pelo ralo.
28 março 2008
27 março 2008
Diário do Andarilho
Foi o que aconteceu e por isso aquele cigano chegou ali. Com minha falta de humildade, batalhei com o demônio. O demônio que em seus olhos refletia eu mesmo. Não quero entrar em detalhes, agora, contarei neste diário mais a frente, quando conseguir voltar ao meu caminho. Isso, voltar, pois, me perdi no momento em que achei que poderia descobrir tudo e acreditar no que eu achava que era correto para mim. O mundo em volta, se torna disperso e a realidade confusa no momento em que achamos que só a nossa verdade existe. Precisei me reestruturar novamente. Agora, concordo o que muita gente falou pelas estradas por onde passei. A verdade dói. No entanto, depois disso tudo, eu estava feliz.
Eu estava feliz, pois me sentia novo, como foi quando comecei a minha caminhada. Quando comecei a sonhar nos paraísos que iria conhecer, nas pessoas e nos estranhos animais. E vou conhecer mesmo, porque agora irei vê-los com outros olhos. Então tudo novamente se tornou novo e minha humildade voltou. Bendito seja o cigano. Há muito tempo atrás me lembro de quando escrevi neste mesmo diário em que a noite tinha escurecido e estava certo no caminho em que estava levando. E agora nada sei, nem por onde seguir, só sei que devo recomeçar. Terei que lidar com os mesmo problemas diários, porém, com outros olhos.
Comecei a reaver as coisas de minha mochila, joguei alguns livros fora, não seriam mais do meu interesse, por isso, fiz uma doação a uma biblioteca da cidade local. Partiria amanhã, sem demônio, sem saber pra onde ir, sem muito planejamento. Estou deixando sair naturalmente. Fluir, como flui o sangue no meu corpo. Estou ansioso para reaver minha caminhada.
Estou ansioso por viver.
26 março 2008
Quãem?
Realmente sou o que quero?
Ou fui criado pelos homens da lei?
Quem eu sou?
Eu gosto de viajar?
Ou foi para aumentar o consumo e o turismo?
Eu gosto de futebol, ou é a valorização do nacionalismo brasileiro?
Prefiro não ser nacionalista,
Em épocas de copa do mundo.
Prefiro ser idealista,
Procurando uma justificativa pra tudo.
Mas algumas coisas,
Nunca irão se justificar,
Se eu gosto de viajar,
Ou jogar, torcer para a seleção,
Tudo tende a se identificar,
No meio em que estamos.
Quem sabe, não saberei quem sou eu,
Mas pelo menos,
Encontrarei a paz no meu coração.
A paz que todos nós, enfim procuramos,
Que não importa identidade, raça, cor, idade,
Classe social, escolaridade, conta bancária,
De hippies a acionistas,
Alguns encontram o que queria.
Outros morrem a procura dessa sensação.
Talvez não merecessem,
Não tiveram humildade.
Talvez alguns conseguiram e também não merecessem,
Tiveram a sorte de encontrar alguém que ensinasse para eles.
Alguns mereciam,
Mas encontram gente para empata-lós.
Alguns mereciam conseguir,
Não tiveram ninguém para ajudar,
Não tiveram ninguém para apoiar,
Foi na luta firme,
Nos erros e na confiança sublime.
Na confiança em acreditar no que queria buscar.
Você acredita no que você quer?
Ou...
Acredita no que eles querem?
15 março 2008
Rumo
O ladrilhar na direção central das duas vias,
Não faz você apreciar nenhum dos dois caminhos.
Mudo, caminhante, aprecia apenas o obscuro,
Pois o central não chega a local nenhum.
Sente-se incerto no que faz,
Procura apenas um motivo para justificar,
Mas não há, não têm fato para provar.
Mesmo assim continuamos a decidir,
Coisas sem nenhum senso.
Procuro uma inspiração.
Uma inspiração para que eu tenha coragem,
Coragem de querer mudar o mundo,
Para não ser mais um moribundo.
Procuro um sinal, que me faça seguir meu rumo,
Com vontade de fazer mudanças.
Mas no que deve-se crer,
Frio, desconfiado é o meu ser,
Pretendo transformar isso em algo forçado.
Vamos procurar um caminho.
Um caminho que dê um rumo,
Seguir uma direção e ser firme.
14 março 2008
Tá no fim
Em um mundo em que nada o que você faz,
Vai trazer,
A volta da paz,
Como tudo pode acabar,
Se só pensam em ganhar,
Nunca pensam em doar,
Todos só olham pro seu próprio lar.
Como as pessoas julgam alguém em vão,
Se não conseguem decifrar nem o próprio coração,
Como vão enxergar,
Se nesse peito as pessoas só tem ambição,
Fazem tudo por dinheiro,
Se vacilar é traição,
Julgar alguém alheio,
É mostrar que não conhece a si mesmo.
Se você sabe que o mundo tá assim,
Porque procura mudar algo que já tá no fim,
Tudo destruído, nada protegido,
O planeta virou saco de lixo.
Jesus até que fez um esforço,
Mas logo foi morto,
Então pra que você quer entrar no meio?
Coisa que nenhum ladrão tem medo,
Manda você lá pra onde Jesus deve estar,
As palavras falsas das pessoas,
Que só querem suas intenções boas,
Roubam o seu dinheiro e se saem em uma boa,
Cadê o policial?
Procura só ladrão que rouba pão,
Mas não vai atrás de gente que rouba o povão,
Olha pra isso, a policial federal prendeu mais um pirata,
Falsificavam os CDS de alguma banda popularizada,
Agora cadê a prisão dos políticos,
Que roubam dinheiro dos impostos,
Pagos por nossos esforços.
Entretanto só fazem por debaixo do pano,
São sem-vergonha, são descarados,
Não ligam pra o resultado dos seus estragos,
Se já está entupidos de pessoas assim,
Para que quer mudar o mundo,
Se ele já está no fim?
07 março 2008
Que problema tem isso?
São crianças morrendo no Sudão
Mas o que você tem com isso?
Acha que não tem o que falar,
Que não há o que comentar,
Aí não tem nada para se mudar.
Mas, é problema deles,
Morrer de fome e sede,
Sem pai, sem mãe, sem lei,
Contaminado pela água que lá do ralo,
São moribundos e nada eles tem a fazer,
Ficam ali esperando,
Vendo o amigo morrer,
Nada esperam do futuro,
São mendigos corroídos,
Num caminho sem rumo.
Enquanto nós olhamos,
Nem nos emocionamos,
Deixando os salafrários,
Explorar os maltratados.
Senhores, senhores
A falta de vergonha nos governadores.
Quem sabe um dia vai vim alguém,
Alguém que queira o bem,
Palavras idealizadas,
Por senhores conhecedores,
Das vontades de um povo carente.
Consciente, poucos agem,
Experientes, pouco fazem,
Todos esperam o biscoito molhado,
Para continuarem calados.
Trabalhador, empregado e peão,
Tentam ser honesto num mundo de corrupção,
Ainda são motivos de piada,
São discriminados e usados como saco de pancada.
Até onde vai dar,
Ter que aguentar,
Esses senhores continuarem nos usar,
Como fantoches utilizados pra brincar.
06 março 2008
A Batalha
caminha à batalha,
a batalha do coração.
onde estratégias são formadas,
para destruir as outras brigadas,
para detonar nas batalhas,
esconder o verdadeiro objetivo,
e deixar que apenas saiba,
o próprio coração,
o segredo da emoção.
26 fevereiro 2008
"Apologize"
depurar ninguém,
nada disso importa,
olha em volta,
sua vida está uma droga,
peça desculpas,
entre em uma nova rota.
25 fevereiro 2008
Mudança
vamos criar pensamentos não seus para que sejamos por um dia os outros.
vamos desistir de vontades nossas, para satisfazer as vontades dos outros.
vamos lá,
tentar mudar.
qual é a verdadeira verdade na realidade?
se cada um vê de um jeito,
um jeito de olhar,
de observar,
e criar a verdadeira e a verdade da maneira que você gostaria de lidar.
18 fevereiro 2008
Sinuoso caminho
Nada faz por si só,
Tudo é uma coisa só,
Desiluda agora,
Vida tende a caminhar,
Pense no amor em outra hora,
Vá pra casa,
Lá é seu lar,
Não esqueça de lutar,
Pelo que quer conquistar,
Palavras soam com sabedoria,
Mas a verdadeira e sábia,
É agir como deveria.
E nada tende a agir,
Tudo que fazemos é esperar...
Esperar o tempo ruir,
O amor sumir,
E você cair,
Então,
Vamos aos atos!
10 fevereiro 2008
Diário do Andarilho
Até agora. Lá, eu, sentado nestes lindos campos que nunca tinha passado, senti a presença do que já tinha esquecido na primeira semana que tinha se passado por mim. Mostra como nós seres humanos somos adaptáveis e passageiros,receptíveis a mudanças. Não esperava que algo acontece logo neste instante, tornei aquele momento como algo do passado e que nada seria modificado e nem que ocorreria mais além do que já tinha acontecido. Procurei com meus olhos sem mover minha cabeça, tentando desfarçar meu nervosismo diante da situação intrigante. Não vi nada.
Passei quase uma hora com essa sensação e sem mover um membro do meu corpo. Eu tinha certeza de que ele estava me espiando, afinal, por uma hora ele já teria feito alguma coisa comigo. O sol começou a tocar na planície e mostrar o dourado da natureza e o brilhar das tulipas brancas. Por um momento me distanciei da situação e fiquei observando essa beleza natural. O sol parecia acariciar a terra que continuava dançante, pela brisa que soprava eternamente entre as folhas e flores. Um galho se quebra atrás de mim para a esquerda. Vacilei. Ouvi os passos chegando até mim e um barulho leve e continuo de uma lâmina cortando as flores.
Não tinha mais jeito. Me virei bruscamente. Estava completamente nu de armamento e ele poderia me matar a qualquer momento. Era aquele cigano o qual me encontrei a meses atrás, com cabelos grisalhos e barba mal feita, o que conseguiu me trazer medo na minha era de novas descobertas em terrenos desconhecidos que agora pra mim já eram como quintais de minha casa. Sabia onde ficava a caça, onde é o melhor lugar pra assar, os rios, quais são gelados, os ursos, onde eles moram e quais suas cavernas, cidades, vilarejos, famílias que moravam neste continente. E agora, acustumado a ele, perdi o senso do perigo sentindo-me seguro e acabo de ser pego de surpresa por este cigano. Aquele das orelhas furadas com várias argolas diferentes. Aquele que tinha um olhar negro e vazio quando concentramos nossa visão dentro dele. Era o demônio.
E o demônio estava na minha frente, segurando uma espada e espantosamente fazendo uma feição que eu achava ser desconhecida na vida desses seres maléficos. Ele segurava a lâmina abaixada na sua mão direta e olhava para mim diretamente e sorria. Sim, o demônio sorria em direção a mim, mostrando seus dentes amarelos, mas todos firmes em sua mandíbula.
- Olá andarilho - disse ele. Sorrindo.
Saudade
querida saudade,
vamos embora,
e por maldade,
nos trás aquela saudade,
do aperto de um abraço,
de um beijo molhado,
uma carícia amiga,
Saudade! nos faz pensar,
no que passamos de verdade,
no que tivemos na realidade,
Descobrimos o valor,
e o verdadeiro sentido da coisa.
18 janeiro 2008
Palavras para o Ano Novo
de uma vida a tardar,
sem poder ser alguém
que queria levantar
a cabeça e dizer
que o mundo é páreo a você.
Olhe que brechas entramos
dando voltas no mesmo paramêtro
sem evoluir
pretendendo fingir
no que não deu,
que não aprendeu.
Desta vez,
não será como antes,
nada será comparado,
nem sua mente continuará antiquada,
mudanças ocorrerão,
neste novo verão.
25 dezembro 2007
empty
numa estrada de moribundos,
que poucos tem a dizer,
pois estão num vazio,
o vazio por dentro,
me deixa infeliz,
meu coração está ao relento,
minha vida sem inspirações,
pois as tardes se tornaram,
tardes sem vento.
e na estrada também sem vento
ofega por emoções
sequer tem oxigênio
pra viver por inspirações.
15 dezembro 2007
Profundas
influências por dentro e fora do plano espiritual,
entram na sua consciência procurando alimentar-se
dos mais gostos sentimentos o amor e a amizade,
o grito do amigo do peito ecooam na escuridão,
procurando a luz que seria um dia sua salvação,
se apaga por completo,
tudo se fecha,
a máquina desliga,
não se encherga nenhuma ferida,
nenhuma lágrima,
nada aberto,
faces fervorosas aparecem para castigar o amigo,
ele grita mas não é atendido,
seu desespero é culpa do seu próprio pedido,
de ser algo bom e destemido.
não tem para onde correr,
sim esse amigo vai morrer,
e você nunca mais irá ter,
o seu amigo, o coração.
13 dezembro 2007
Palavras
As palavras ecoam. Elas batem em seu cérebro batendo-se junto com seus argumentos efusivos para justificar algo. Qualquer que seja a pessoa, dita as palavras certas afligem, atingem, magoam, machucam, ou quaisquer das palavras propriamente já ditas igualadas ao sofrer. Elas são fortes, mais fortes do qualquer outra arma. A palavra.
A vida propaga-se sem que você perceba e quando a vê de outra maneira já tem 20, 30 anos. Já trabalha, ou faz faculdade, já tem responsabilidades. As palavras, elas não se transmutam. Sua ideologia sempre será igual para sempre: comunicação. Elas trazem o prazer da expressão. Nas palavras você pode incluir qualquer tipo de expressão: espiritual, corporal, mental. Qualquer descrição com o único atributo da escrita pode ser feita. A qualidade dela é medida pela qualidade do autor de escrever, sendo atribuída também a quem ele está focalizando para que leia. Palavras soltas podem significar muito para certas pessoas e para você não fazem o menor sentido. Mas um escritor nunca escreve para si.
As vezes escreve para a vida, mas se escreve é para que alguém, alguma vez na vida, leia. Talvez ele próprio, mas quando ler, não será mais ele e sim alguém mais amadurecido e desenvolvido. As palavras farão sentido a ele mas será refletida ao conjunto de fatores da época. É como estudar literatura. É fazer um diário e ver o que você escrevia quando tinha 11 anos e quando tinha 19. O conjunto dos fatores, se você era apaixonado ou depressivo, a moda e o que era popular da época.
Podem atingir de maneira igualável qualquer imaginação. É a única forma do irreal existir, que é no texto. Você não pode criar o irreal na sua vida, apesar de que hoje em dia existe a televisão para alimentar sua imaginação. Mas para você mesmo, como você faria um filme sobre seus sonhos, seu mundo irreal? Apenas escrevendo, além de imaginar. A palavra de escrever de falar. É a palavra que faz isto tudo.
Por isso, aprenda a escrever.
29 novembro 2007
Fotografia
não sei de onde vinha,
meus olhos encontram com ela,
e se fixam,
não consigo removê-los
da beleza sobrenatural,
do corpo sensual,
não canso de observar seus cabelos,
uma imensidão azul por detrás na paisagem,
para enfeitar esta imagem,
resplandescente,
que trás inspiração,
que aspira emoção,
o toque feminino de ajeitar as mãos,
partir de já,
essa imagem se grava na minha mente,
não faz eu parar de pensar,
quando serei eu que irei fotografar,
esta imagem de uma beleza,
totalmente apaixonante e perfeita.
história de onde vinha
lindo e infinito, pentrando e jorrando prazer e paz em meu coração,
o mundo desaba de agonia,
sentimentos confusos misturam em hegemonia,
o meu interior se alivia por tantos meses,
escondido e por tentar tantas vezes,
para entrar em harmonia,
e se livrar dessa agonia.
sua vida sublime,
nem lembra do meu amor,
que sempre aguentou firme,
esperando o dia de louvor,
sua risada simples e macia,
combinava com as batidas que fazia meu coração
seus cabelos negros lisos,
escorregavam pelos meus dedos finos,
seu perfurme, seu cheiro,
eram perfumes de rosas vermelhas sorrindo,
a certeza de que alguma dia,
você ainda apareça,
e peça o meu abraço, brincar como antes fazia,
olhar nos meus olhos e mostrar afeto e nem uma peça,
nem uma encenação,
nem uma confusão,
a sinceridade e honestidade alcancem seu valor máximo,
façam o momento único e o menos rápido,
o mais longo,
que seus segundos se tornem horas, e que meu ato,
demorem anos para serem concluidos,
e demore de eu levar o tombo,
pois a dias conto pela sua imagem,
ver voce novamente na minha vida,
lhe beijar novamente sem ser uma miragem,
ter você nos meus braços como naquele dia, garotinha.
02 novembro 2007
Diário do Andarilho
"Eu descobri o segredo da felicidade!"
"E qual é?" perguntei.
"É saber que ela existe."
Achei uma resposta muito interessante.